Taxas das corretoras: conheça as principais e como evitá-las

Saiba mais sobre as principais taxas cobradas pelas corretoras e entenda como cada uma pode impactar no seu rendimento final

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 16/11/2020 às 17h00

Taxas das corretoras: conheça as principais e como evitá-las

Quem investe sempre quer ver o seus rendimentos crescendo e seu lucro aumentando, certo? Para que isso ocorra, é importante estudar e escolher os ativos considerando informações para além das taxas de rentabilidade, por exemplo. 

Também é fundamental estar atento às taxas cobradas pelas corretoras e aos impostos que porventura venham a ser descontados do seu patrimônio. Tendo o conhecimento, o investidor consegue diminuir ou até mesmo zerar esses custos. 

Quer saber como? Explicamos tudo neste artigo. Aqui você vai aprender mais sobre essas taxas das corretoras:

  • taxa de administração
  • taxa de performance
  • taxa de custódia
  • taxa de corretagem
  • emolumentos
  • taxa de entrada e saída
  • taxa de carregamento
  • outros custos sobre o investimento: Imposto de Renda e IOF

As 7 principais taxas cobradas pelas corretoras na hora de investir

Para não se surpreender no final, é sempre bom conhecer as possíveis taxas que podem ser cobradas em um investimento. 

  1. Taxa de administração 

Esse tipo de taxa é mais comum para os fundos de investimento. A taxa de administração é cobrada porque o fundo é gerido por gestores especializados e autorizados pela CVM e esses profissionais precisam ser pagos pelo trabalho que realizam. 

Um fundo de investimentos funciona assim: a gestora cria o fundo, faz um aporte inicial e disponibiliza as cotas para os investidores. O dinheiro aplicado no fundo se soma ao que foi depositado pelos cotistas e todo esse patrimônio fica sob custódia do time de gestores, que trabalha para que esse dinheiro renda e gere bons resultados para os investidores. 

Uma boa vantagem dos fundos de investimento é que não é necessário acompanhar os movimentos de mercado diariamente; o investidor, quando tem confiança nos gestores do fundo escolhido, se sente mais tranquilo, pois sabe que seu patrimônio está em boas mãos.

É claro que isso tem um preço, por isso é cobrada a taxa de administração. Seu valor é baseado em um custo anual, mas sua cobrança é mensal. 

É importante ficar de olho no valor dessa taxa, pois ela influencia diretamente na rentabilidade do valor investido, já que, quanto maior a taxa, menor o valor a ser recebido no final. Por isso, não deixe de analisá-las na hora de escolher seus investimentos. 

2. Taxa de performance

A taxa de performance funciona como um prêmio para quando um fundo supera o índice de referência (benchmark) ao qual ele está ligado. Por isso, essa taxa está diretamente ligada à rentabilidade do produto; se ela tiver sido maior que o esperado, o gestor recebe uma espécie de remuneração pelo bom desempenho. 

Para entender melhor, um exemplo simples: se um determinado fundo tem como benchmark a taxa Selic e seus rendimentos superam a rentabilidade da Selic, pode ser cobrada essa taxa adicional. 

Contudo, essa taxa só pode ser cobrada semestralmente (ou seja, de 6 em 6 meses) ou em períodos maiores que esse e apenas para fundos de investimento de gestão ativa, como fundos de ações, multimercados ou cambiais. 

3. Taxa de custódia 

A taxa de custódia é cobrada mensalmente pelos bancos e corretoras para cobrir os custos operacionais sobre o armazenamento de títulos junto à Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). 

Como essa cobrança não é obrigatória, algumas instituições optam por não cobrar a taxa de custódia de seus clientes, o que acaba se tornando um atrativo e um benefício para os correntistas. 

Essa taxa pode incidir sob diversos investimentos, mas é mais comum para ações, ETFs e títulos públicos. 

4. Taxa de corretagem 

A taxa de corretagem é o valor cobrado pelas corretoras sempre que você realiza alguma operação dentro do mercado de renda variável, na compra ou na venda de ações na Bolsa de Valores, por exemplo. 

Esse custo é proporcional à quantidade de operações realizadas e se justifica pela intermediação entre o investidor e o mercado na hora de negociar determinado ativo. 

Apesar de ser uma taxa muito comum, várias corretoras isentam os clientes dessa cobrança, o que também acaba se tornando um grande atrativo para trazer novos correntistas. 

Por isso, preste atenção nesses valores, pois quanto maior a taxa de corretagem, menor tende a ser o lucros das operações. 

5. Emolumentos 

Os emolumentos também são conhecidos como taxa de negociação e são taxas fixas cobradas pela B3 por cada transação financeira realizada no mercado de ações e no mercado futuro. Essa taxa é cobrada para cobrir os custos operacionais gerados pela movimentação. 

O valor varia conforme o tipo de operação (normal ou day trade), o tipo de investidor (pode ser pessoa física ou fundo de investimento) e, claro, o valor investido. 

6. Taxa de entrada e saída 

Esse tipo de taxa é cobrada para custear aportes e resgates que precisam ser realizados antes do prazo determinado em fundos de investimento e planos de previdência privada. 

A taxa de saída é uma espécie de multa para o investidor que solicita o saque dos recursos antes do prazo combinado. 

Já a taxa de entrada é cobrada quando o investidor precisa realizar novos depósitos no fundo, mas raramente é cobrada em fundos brasileiros. 

7. Taxa de carregamento 

Apesar de a taxa de entrada não ser normalmente cobrada para custear novos aportes em fundos de ações e multimercados, a taxa de carregamento funciona da mesma forma, porém para fundos de previdência privada do tipo PGBL e VGBL. 

Essa taxa é perigosa e o investidor deve se atentar antes de escolher um desses fundos, pois ela come uma parte do valor aplicado antes mesmo de o dinheiro entrar e render no fundo, sendo transferido diretamente para a seguradora. 

Contudo, já é possível encontrar fundos de previdência que não cobram ou oferecem uma taxa de carregamento regressiva.

Outros tipos de custos sobre os investimentos

Além das várias taxas cobradas pelas corretoras, ainda existem alguns outros tipos de custos que impactam no rendimento final do seu investimento. 

O Imposto de Renda 

O Imposto de Renda é a tributação mais famosa e temida do país. Anualmente é necessário declarar todos os seus rendimentos para que o Governo fique à par de tudo que você ganhou e recebeu no ano que passou. 

Assim como é necessário declarar os ganhos provenientes de possíveis renda com seu trabalho ou com sua empresa, também é necessário declarar os ganhos vindos dos seus investimentos. 

Apesar de a declaração ser obrigatória a todos os indivíduos que estão dentro dos parâmetros estipulados pela Receita, há algumas estratégias legais de pagar menos impostos; uma delas é optar por investimentos isentos de Imposto de Renda

No mercado de renda variável, por exemplo, quem vende menos de 20 mil reais por mês em operações swing trade está isento das tributações. Por isso, uma dica é dividir as operações ao longos dos meses para estar sempre dentro desse limite. 

Impostos Sobre Operações Financeiras (IOF)

O IOF é cobrado em saques com menos de 30 da aplicação. Dependendo do caso, o valor é fixo ou pode ser descontado da rentabilidade, normalmente variando proporcionalmente de acordo com o tempo de aplicação. 

Em alguns casos, o IOF pode zerar os ganhos da aplicação. Por isso, para evitar essa cobrança, procure manter o dinheiro aplicado por pelo menos 30 dias. 

Conclusão 

Dentre as várias e diferentes opções de investimento, algo que existe em comum entre todas elas é justamente os custos e as taxas cobradas pelas corretoras. 

Da maioria delas não tem como fugir, mas existem algumas formas de diminuir os valores cobrados. Neste artigo você aprendeu mais sobre cada uma das taxas e entendeu porque elas são cobradas. Para continuar descobrindo novas informações sobre o mundo dos investimentos, não deixe de conferir o Instagram e o blog da Akeloo!