Investimentos para aposentadoria: conheça os melhores

Investir para a sua aposentadoria exige um bom planejamento e escolhas corretas para ter rentabilidade no longo prazo com segurança. Aprenda quais são as melhores opções para construir uma estratégia para um futuro sem preocupações financeiras.

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 31/10/2020 às 17h00

Investimentos para aposentadoria: conheça os melhores

Todo mundo sonha em se aposentar com qualidade de vida, sem grandes preocupações e com os melhores investimentos para aposentadoria. Afinal, após anos e mais anos de trabalho, o que se espera é poder colher os frutos de todos esses esforços e relaxar. 

Apesar disso, alcançar esse objetivo pode não ser tão simples, especialmente considerando as mudanças frequentes das regras relacionadas a previdência social, mantida pelo Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS.

Por isso, um bom investidor sabe que deve procurar conhecer investimentos que vão proporcionar maior segurança nessa etapa da vida, sempre compondo uma carteira diversificada. Com essa estratégia é possível possuir uma renda mensal melhor do que a que estaria disponível apenas pelo INSS, garantindo mais conforto para o futuro. 

Tudo depende, é claro, da sua disponibilidade financeira e do seu estilo de vida. Então, continue lendo para aprender:

  • como e por que planejar a sua aposentadoria;
  • quais as melhores opções de investimento para se aposentar;
  • diferenças entre previdência privada e investimentos – e como escolher o melhor para você.

Como planejar os investimentos para aposentadoria?

A regra máxima para o planejamento de sua aposentadoria deve ser: começar o quanto antes. Isso porque uma boa aposentadoria equivale a independência financeira e quanto mais tempo você tem para investir, menor será o esforço a ser feito para alcançá-la. 

É preciso que você saiba o quanto precisa acumular e isso vai depender dos seus gastos, do seu tempo disponível para acumulação e da rentabilidade dos seus rendimentos.

Para ficar mais claro, fizemos um passo a passo:

1. Tenha em mente com quantos anos você gostaria de se aposentar 

Nesse momento é necessário ser extremamente realista, afinal, quanto mais próximo você estiver da idade desejada, maior será o investimento a ser feito por mês. 

Isso  acontece por quatro principais motivos:

  • o número de meses pelos quais o montante final será dividido é menor, o que eleva o valor mensal;
  • os investimentos de menor risco são preferíveis, uma vez que não há muito espaço para perdas;
  • a atuação dos juros compostos depende do tempo: quanto mais tempo passar, mais eles renderão;
  • os investimentos em renda fixa com maior rentabilidade, em geral, são os de longo ou longuíssimo prazo. 

2 . Calcule qual será o seu gasto mensal médio

Esse cálculo depende de fatores muito individuais, mas é fato que na velhice os gastos com a saúde são maiores e esse é um ponto que não pode ser desconsiderado. Considere também o seu estilo de vida – o que é essencial para você? O que não pode faltar em sua rotina?

Nesse momento é necessário fazer um apanhado de todas as despesas possíveis, como transporte, alimentação, plano de saúde, moradia, medicamentos, viagens e absolutamente tudo mais que você conseguir listar. 

3. Estime o valor de sua reserva financeira de emergência

Demissão, acidentes, morte, problemas de saúde… Não gostamos de pensar em reveses, mas eles podem acontecer, e quem se prepara para eles garante maior qualidade de vida e segurança financeira. Por isso, é essencial manter uma  reserva de emergência financeira. Ela é essencial em qualquer época da vida (já começou a sua?) mas, mais ainda na velhice, já que a meta é viver essa fase da vida da maneira mais tranquila possível. A reserva de emergência é importante ainda para evitar endividamentos. Imprevistos acontecem e definitivamente você não quer contar com a sorte. 

Por isso, programe-se para ter uma quantia equivalente a 6 vezes o valor do seu custo mensal em algum investimento com liquidez diária, para que você possa resgatar o montante a qualquer momento. 

4. Defina o valor que você precisa para viver com tranquilidade

Depois de colocar todos os seus possíveis gastos na ponta do lápis, você vai precisa estimar o quanto de dinheiro precisará ter para viver de forma tranquila. Aqui, é necessário pensar na quantia final a ser acumulada que permitirá serem feitas retiradas mensais que cubram os seus custos de vida.

Na hora de fazer os cálculos, é imprescindível levar em consideração a rentabilidade líquida de impostos, taxas e o rendimento real dos seus investimentos. Não se esqueça também dos efeitos da inflação. 

Renda fixa ou renda variável: qual tipo de investimentos é o melhor para aposentadoria?

Quando pensamos no melhor investimento para a aposentadoria, a primeira coisa que vem em nossa mente é a dúvida: renda fixa ou renda variável? A verdade é que essa pergunta não tem uma resposta correta porque varia de pessoa para pessoa. 

A primeira coisa que deve ser considerada é o seu perfil de investidor, se ele é mais arrojado ou mais conservador. A segunda é de quanto tempo você dispõe até precisar usufruir de seus investimentos.

No caso da renda fixa, é possível manter o  capital já acumulado e praticamente garantir um rendimento mínimo, que será importante no fim das contas, ainda mais por se tratar de um investimento muito mais seguro.

Já na renda variável o cenário é um pouco mais diverso, mas se você investir a longo prazo é possível obter uma ótima rentabilidade e mitigar os riscos da melhor forma possível. Ainda assim, esse tipo de investimento não deixa ser mais arriscado do que a renda fixa, sendo muito importante ter isso sempre em mente.

Imagine então três cenários: um com um jovem 25 anos, outro com um jovem adulto com 35 anos anos e, por último, um com um adulto de 50 anos. Em todos os casos a idade alvo para aposentadoria é de 70 anos.

No primeiro cenário, o de um jovem em início de carreira, geralmente os recursos disponíveis são menores, mas há maior espaço para investimentos de longo prazo. Aqui, é possível e recomendado incluir na carteira mais ativos de renda variável. Recomendamos ter em ações uma porcentagem em torno de 40% do valor investido, a fim de maximizar a rentabilidade, e uma parte em títulos de renda fixa que ofereçam maiores rendimentos a longo prazo, como alguns pré fixados.

Já no segundo cenário, a estratégia adotada deve ser intermediária, com uma porcentagem de investimento em ações não muito maior do que 35% e de preferência em empresas mais consolidadas e/ou que pagam bons dividendos.

No último cenário, por fim, é necessário tomar muito cuidado ao investir em renda variável, não sendo indicado que ela seja a principal fonte de seus investimentos. A porcentagem de ações não deve ser muito maior do que 10 a 15%. 

Mas afinal, quais são os melhores investimentos para aposentadoria?

Como já dissemos, existem vários investimentos para aposentadoria. Cada um deles pode ser uma excelente escolha para você – basta conhecer mais sobre eles e entender como adequá-los à sua realidade. Aqui, vamos listar 6 deles.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um título público que faz parte de um programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3. Nele os investidores “emprestam” dinheiro para o governo e, com isso, recebem “em troca” uma rentabilidade referente ao valor investido. O investimento no Tesouro Direto é aberto para qualquer tipo de investidor.

Para a aposentadoria, os  títulos mais adequados são os de longo prazo, se destacando entre eles o Tesouro IPCA.

Esse título é do tipo pós-fixado, de forma que rende de acordo com a soma da taxa de juros prefixada e a variação da inflação durante o período medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

Por possuir prazos maiores e acompanhar a inflação, ele é uma opção muito conveniente para quem está pensando na aposentadoria. 

Sua tributação se dá pelo Imposto de Renda de acordo com a tabela regressiva, ou seja, quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menor o IR que incide sobre o rendimento.

IR

Para entender melhor sobre a tributação dos investimentos, clique aqui. 

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) são títulos emitidos pelos bancos a fim de arrecadar recursos para os setores imobiliário e de agropecuária, respectivamente. 

O seu rendimento geralmente é  indexado ao CDI, que é um índice de referência para o rendimento da renda fixa, sendo comumente encontrada uma rentabilidade de 87 a 10% do CDI. Apesar disso, não é raro encontrar LCIs ou LCAs com rendimentos pré fixados.

Essas aplicações se tornam atrativas especialmente ao se considerar que há isenção de Imposto de Renda para elas, o que não acontece na maioria dos demais investimentos em renda fixa. Vale ressaltar que os LCIs e LCAs tem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que torna investimentos de até R$250.000 extremamente seguros.

Fundos de investimentos

Os fundos de investimento são uma boa aposta para quem quer diversificar a carteira pensando na aposentadoria. Em linhas gerais, eles funcionam como um condomínio onde cada morador compra uma cota (“um apartamento”) e paga uma mensalidade (“um aluguel”), sendo esse local gerido por um administrador (“o síndico”), que vai cuidar dos investimentos. 

É importante estar atento ao que será cobrado: existem taxas de administração, que geralmente equivalem a 1%, e taxas de performance, que incidem sobre os seus rendimentos e podem reduzi-los consideravelmente.

Fundos imobiliários

Nesse tipo de fundo, é como se o investidor comprasse uma pequena parte de um conjunto de imóveis. Assim, ele não terá que desembolsar uma alta quantia para ser proprietário de um grande imóvel, se tornando “dono” de apenas uma parte ínfima dos imóveis que estão dentro do fundo do qual ele faz parte. 

Os fundos imobiliários tendem a pagar bons dividendos e serem menos arriscados do que o investimento em ações, características que podem torná-los investimentos extremamente atrativos.

Fundos de ações

São uma maneira mais simples de investir na Bolsa de Valores, sem ter de operar diretamente no pregão. Isso porque quem toma as decisões de que títulos comprar ou vender não é o investidor, e sim o gestor do fundo.

Eles podem ser uma alternativa mais segura em termos de renda fixa quando comparados ao investimento direto em ações.

Fundos multimercados 

Eles são compostos por diferentes ativos, podendo mesclar investimentos diversos, como ações, CDBs, títulos públicos ou privados, câmbio e derivativos, composição essa que é definida pelo gestor. 

Essa diversificação tem como objetivo maximizar os rendimentos e reduzir os riscos.

Previdência privada

Além de todos os tipos de investimentos supracitados, existe ainda a possibilidade de se investir em previdência privada. Provavelmente você já ouviu falar nesse tipo de previdência. Nesse caso, o plano de previdência pode ser oferecido pela sua empresa ou pode ser feito individualmente, por meio de instituições que trabalham com esse tipo de serviço. 

É estabelecido um plano de previdência de acordo com o contrato assinado. A partir daí, depósitos no valor e na frequência combinadas serão feitos, de modo a construir patrimônio. Quanto maior o tempo e os aportes mensais, maior é o tamanho da reserva acumulada. 

Ao fim do período definido, a instituição contratada fica encarregada de fazer pagamentos mensais de um determinado valor por um determinado tempo ou de entregar todo o montante acumulado durante esse tempo. 

Mais uma vez, é preciso estar atento em relação às taxas cobradas, sempre procurando encontrar a agência de previdência que oferecer o melhor serviço pela menor taxa. 

Mas onde eu devo colocar o meu dinheiro, na previdência privada ou em outros investimentos?

A resposta aqui também não é exata, pois vai depender de qual investimento será utilizado para fazer a comparação. Além disso, depende também de seu perfil e de seus objetivos. Por exemplo, se um fundo de investimento possuir uma mesma composição de uma aposentadoria privada, a melhor opção é optar por um plano de previdência por conta de suas vantagens tributárias. Por outro lado, se você comprar um plano de previdência a um fundo DI, verá que o rendimento do último é expressivamente maior.

De modo geral, investir em outros produtos que não a previdência privada costuma apresentar maior rentabilidade a longo prazo. Apesar disso, gerenciar os seus investimentos requer conhecimento e dedicação, a fim de evitar erros que podem trazer prejuízos no futuro. 

Conclusão

Seja investindo na bolsa de valores e em fundos de renda fixa ou contratando uma previdência privada, é necessário começar a construir uma estratégia de aposentadoria o mais precoce possível, a fim de garantir qualidade de vida nos seus últimos anos de vida. 

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