FIAT money ou dinheiro fiduciário é a moeda que um governo certifica como legal e arbitrariamente impõe sua circulação e aceitação.

Nesse sistema monetário, o dinheiro é fiduciário, ou seja, não é lastreado em ouro ou prata, apenas respaldado pelos governos que o emite e distribui. Isso pode ser perigoso, pois os países tendem a imprimir dinheiro em excesso por motivos diversos, inclusive para estimular suas economias. Isso acaba gerando a inflação de sua base monetária e resultando em aumento de preços na economia em geral. Além disso, esse modelo dá aos governos um excessivo poder de manipulação e controle da oferta monetária e taxas de juros da economia.

De uma maneira geral, podemos classificar a oferta monetária de acordo com a sua liquidez:

M1 – São as moedas e notas físicas que circulam na economia do seu país, bem como os saldos de cartões de débito e contas correntes.
M2 -Abrange M1 e adiciona depósitos de poupança e fundos mútuos que podem ser convertidos em dinheiro com relativa rapidez.
M3 – Abrange M1 e M2 e adiciona grandes depósitos a prazo e fundos institucionais do mercado monetário que são menos líquidos.

Devido ao excessivo poder dado aos governos através do dinheiro FIAT, as criptomoedas surgem como uma proposta de democratizar o sistema monetário. Isto porque, ao contrário da moeda fiduciária, a criptomoeda é descentralizada, não tendo nenhuma autoridade monetária ou país aprovando e distribuindo a moeda. Sua utilização elimina a necessidade de intermediários bancários caros e ineficientes e ainda traz transparência aos sistema através do blockchain – um livro-razão imutável e totalmente disponível para consulta dos registros. Além disso, as criptomoedas podem possuir todas as características necessárias à conceituação de dinheiro: ser usada como reserva de valor, meio de troca e unidade de conta.

Como obstáculos a serem vencidos, muitas criptomoedas ainda têm problemas com velocidade e alto custo de transação.

Em resposta ao crescimento das criptomoedas, muitos governos agora estão considerando lançar uma moeda totalmente digital que possivelmente é baseada em blockchain. Elas são conhecidas como moedas digitais do banco central ou CBDCs. Essas moedas foram inspiradas em criptomoedas como bitcoin, mas são muito diferentes porque são centralizadas e seu valor ainda é controlado pela política monetária do governo.

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