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Fundos de investimento: saiba por onde começar

Por mais que o mercado esteja cheio de opções, os fundos de investimento são menos complicados do que parece. Continue lendo para descobrir como investir sem erro!

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 11/10/2020 às 17h00

Fundos de investimento: saiba por onde começar

Mesmo quem investe há pouco tempo já deve ter ouvido falar da importância de ter uma carteira diversificada. Distribuir os aportes em diferentes aplicações financeiras é uma forma de se proteger dos riscos e minimizar os danos caso algum ativo sofra uma queda inesperada.  Na renda variável, por exemplo, é comum ter oscilações que podem espantar perfis mais conservadores. Se esse é o seu caso, saiba que os fundos de investimento podem ser uma solução adequada para aumentar a rentabilidade sem correr tantos riscos. Nesse artigo você vai aprender:

  • o que são fundos de investimento
  • quais são os principais tipos de fundos de investimento
  • taxas e tributação de fundos de investimento
  • por que e por onde começar a investir em fundos de investimento
  • vantagens e desvantagens dos fundos de investimento
  • como escolher bons fundos de investimento

O que são fundos de investimento?

Fundos de investimento são aplicações financeiras formadas por vários investidores que se juntam para investir em determinado ativo. Esses fundos são formados por administradoras que contam com especialistas para gerenciá-los. Em outras palavras, as empresas que organizam os fundos de investimento atribuem a responsabilidade das operações a um gestor, que cuida das cotas dos investidores.

É como se o fundo fosse um condomínio, em que cada investidor tem sua cota e paga uma taxa para que alguém administre o negócio e tome as melhores decisões, baseando-se no que irá gerar o maior rendimento possível para todos. O papel do gestor é parecido com o de um síndico, pois ambos possuem a função de gerenciar os investimentos coletivos (e, na prática, descomplicar a vida dos condôminos).

Com o crescente número de brasileiros interessados em investimentos, os fundos deste tipo também têm se tornado mais relevantes à medida em que oferecem uma maneira descomplicada de diversificar a carteira. Basta escolher um fundo, adquirir uma ou mais cotas e acompanhar a rentabilidade da aplicação. 

Como existem fundos de renda fixa e renda variável, há alternativas para investidores de diferentes perfis. No geral, não é preciso ter experiência no mercado financeiro e de capitais, pois o fundo é gerenciado por outra pessoa. 

Como funciona um fundo de investimento?

Do ponto de vista do investidor, o funcionamento do fundo de investimento é bem simples: primeiro, é preciso escolher um fundo e comprar uma fração dele. Esta fração é chamada de cota e seu valor varia diariamente, de acordo com a performance do fundo. 

A rentabilidade e as taxas cobradas pela administradora são proporcionais ao número de cotas que o investidor tem. O patrimônio total do fundo de investimento é a soma de todas as cotas. Cada fundo de investimento tem um regulamento que estabelece suas regras de funcionamento e define os tipos de ativos que poderão integrar a carteira. O resgate também é determinado por este conjunto de regras.

Como falamos, o fundo é gerenciado por um especialista, que é quem toma as decisões (como venda de ativos e novas aquisições). Este gestor deve ter seu registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão governamental que regula e faz a auditoria dos fundos de investimento. 

Por definição, o fundo é uma combinação de ativos, o que garante uma diversificação das aplicações em relação a investimentos feitos diretamente na Bolsa de Valores ou no Tesouro Direto, por exemplo. 

A título de comparação, um fundo de renda fixa não precisa ter 100% do seu capital alocado em em ativos deste tipo. De acordo com as regras do fundo, 20% das aplicações pode ser feita em outros títulos, como os derivativos. Isso permite que o fundo alcance uma rentabilidade acima do CDI, o que é vantajoso para os cotistas e é um dos motivos pelos quais os fundos de renda fixa têm atraído investidores com perfil conservador a moderado.

Quais são os tipos de fundos de investimento?

Existem vários tipos de fundos de investimento no mercado, mas os principais deles são:

  • Fundos Imobiliários: já explicamos em detalhes o que são Fundos Imobiliários e como investir neles neste artigo, mas não custa repetir a informação. Nos Fundos Imobiliários (FII), cada cota corresponde a uma parte de um imóvel (shopping centers, hospitais, cemitérios etc.) ou a um ativo ligado a um imóvel, como uma Letra de Crédito Imobiliário (LCI). Os Fundos Imobiliários são negociados na Bolsa de Valores e isentos de Imposto de Renda.
  • Fundos de Renda Fixa: são fundos em que pelo menos 80% do patrimônio está alocado em ativos de renda fixa. Sua rentabilidade é influenciada diretamente pela taxa Selic e os títulos podem ser prefixados ou pós fixados. Embora os riscos desse fundo sejam atenuados em comparação aos Fundos de Ações, por exemplo, o retorno financeiro deles também é menor. A tributação incide sobre os rendimentos e é regressiva: quanto mais tempo investindo, menor a alíquota do Imposto de Renda. Dependendo do prazo da aplicação, a alíquota pode cair de 22,5% a 15%.
  • Fundos de Ações: recomendado para investidores com perfil mais agressivo, este tipo de fundo possibilita investir em ações sem ter que operar de forma avulsa na B3. A vantagem é que quem compra e vende os títulos é o gestor, cuja experiência costuma trazer uma rentabilidade bem maior do que as aplicações em renda fixa. Pelo menos 67% (ou dois terços) deste fundo deve ser composto por ações. O Imposto de Renda é sempre de 15% sobre os lucros.
  • Fundos Cambiais: São fundos em que ao menos 80% do patrimônio está ligado a investimentos em moeda estrangeira, sendo os mais comuns relacionados ao dólar. Assim como os Fundos de Ações, possuem alta volatilidade, mas geralmente se beneficiam da alta da moeda estrangeira, ao contrário da maioria dos valores listados na B3. Também possui alíquota regressiva na tributação que incide sobre os rendimentos.
  • Fundos Multimercado: Na prática, são investimentos mistos, pois reúnem ativos de diversas naturezas, sem ter uma porcentagem mínima de aplicações em renda fixa ou variável. Os Fundos Multimercado combinam títulos de renda fixa, ações, investimentos no exterior, câmbio etc. É uma opção intermediária entre os Fundos de Ações e os de Renda Fixa, pois oferece maior rentabilidade sem aumentar tanto os riscos. A exemplo dos Fundos de Renda Fixa e Cambiais, a alíquota dos Fundos Multimercado é regressiva.

Investir em um fundos de ações é uma maneira um pouco mais simples de apostar na Bolsa de Valores, sem ter de operar diretamente no pregão. Mais simples porque quem toma as decisões de que títulos comprar ou vender não é o investidor, e sim um gestor profissional. Para o investidor, basta separar o dinheiro – que não precisa ser muito – e aplicar. Por isso, os fundos de ações costumam ser uma alternativa indicada para quem está em busca de uma rentabilidade maior que a dos tradicionais investimentos em renda fixa. Se a caderneta de poupança só está trazendo decepções para você, que tal dar uma chance para uma dessas carteiras?

Por que investir em fundos de investimento?

O que torna os fundos de investimento tão interessantes para indivíduos de todos os perfis é a possibilidade de delegar a análise das aplicações a uma pessoa bem mais experiente. 

Mesmo investidores mais familiarizados com o mercado recorrem aos fundos porque percebem o valor de ter um gestor cuidando dos aportes. Afinal, investir em um fundo é investir no know how de um profissional de alto nível e na visão estratégica que ele irá desenvolver para aumentar o retorno financeiro dos cotistas.

Para os investidores iniciantes, o fundo de investimento pode ser uma forma de entender melhor a dinâmica de alguns ativos e gerar confiança para investir por conta própria em ações, por exemplo. Por outro lado, optar pelos fundos também pode ser desvantajoso em alguns momentos, dependendo do objetivo que se quer alcançar.

Vantagens x Desvantagens

Antes de decidir pelo aporte em um fundo de investimento, é preciso considerar as vantagens e desvantagens do formato. Nossa dica é fazer uma lista de prós e contras para compreender se aplicar em fundos faz sentido para os seus objetivos e perfil de investimento.

Vantagens do fundo de investimento

  • Diversificação da carteira: mencionada desde o início deste texto, a diversificação é a vantagem mais clara dos fundos de investimento. É possível diversificar tanto dentro do fundo quanto ao escolher tipos diferentes de fundos, dos quais falaremos mais adiante.
  • Processo descomplicado: a chegada do Home Broker revolucionou a relação dos usuários com o mercado financeiro, permitindo que pessoas físicas operem e acompanhem seus investimentos com facilidade. Qualquer pessoa pode investir em pouco tempo, basta ter acesso aos fundos por meio de uma instituição financeira e adquirir as cotas desejadas. 
  • Expertise do gestor: os resultados de um fundo de investimento dependem massivamente da experiência de quem o gerencia. Ter um gestor que é referência no mercado diminui a insegurança a respeito dos ativos e a frustração decorrente da falta de conhecimento.

Desvantagens do fundo de investimento

  • Pagamento de taxas: além do Imposto de Renda e do IOF (cobrado apenas quando o resgate é feito em menos de 30 dias após a aplicação), há grandes chances do cotista ter de pagar taxas relativas ao fundo de investimento. As taxas mais comuns são as de administração e de performance. A taxa de administração é cobrada pela instituição financeira que administra o fundo e costuma ser de 2% ao ano sobre o patrimônio total. Já a taxa de performance é uma espécie de bônus pago ao gestor por superar a rentabilidade prevista. Este benchmark é balizado pelo Ibovespa na maioria das vezes. 
  • Falta de autonomia: como é sempre o especialista que toma as decisões do fundo, os cotistas não têm muita voz no que se refere ao destino das aplicações. Para se ter uma ideia, é preciso ter mais de 5% dos ativos de um fundo para convocar uma assembleia geral de cotistas com o gestor.
  • Liquidez e rentabilidade variáveis: Se você pretende resgatar os rendimentos do fundo de investimento a curto prazo, pense duas vezes. A rentabilidade varia de acordo com o tipo de fundo e a composição da carteira, e pode não valer a pena descotizar a qualquer tempo. A liquidez também pode ser um problema para quem quer um resgate rápido. Alguns fundos têm liquidez diária, enquanto outros têm um prazo de resgate de D+30, D+60 e até D+90. Ou seja, pode ser que você tenha que esperar três meses para ver o dinheiro na sua conta. 

Por onde começar a investir?

Agora que você já sabe o que são fundos de investimento e como eles funcionam, é hora de colocar esses conhecimentos em prática. Antes de sair comprando cotas, no entanto, é bom ter em mente que quanto melhor informado você estiver a respeito do que acontece no Brasil e no mundo, mais certeiros seus investimentos serão. 

Nós já falamos aqui de aplicativos para investidores que ajudam mesmo os mais inexperientes a ter uma visão geral das notícias e oportunidades de investimentos, mas vale reforçar a dica. Aprender sobre o mercado é fundamental para não cair em ciladas financeiras. Conte com a Akeloo para entender mais sobre este universo e dominar seus investimentos!

Para começar a aportar nos fundos de investimento, o caminho mais fácil e seguro é utilizar a plataforma da sua instituição financeira ou corretora. Atualmente, alguns bancos digitais já possuem Home Broker integrado e uma parte deles não cobra taxa de corretagem. Procure saber se o seu banco oferece essa opção aos correntistas ou informe-se sobre as corretoras disponíveis no mercado.

Como escolher bons fundos de investimento

Para fazer uma boa escolha de fundo, a análise de alguns critérios principais ajuda bastante no momento de comparar as alternativas. Afinal, entre tantas opções disponíveis, a operação pode parecer confusa para um cotista de primeira viagem. 

Para começar, escolha o tipo de fundo com base no seu perfil e no quanto está disposto a arriscar. Leve em consideração que menos riscos quase sempre correspondem a uma menor rentabilidade, mas pode ser que você encontre uma alternativa com a qual se sinta confortável e que tenha bons rendimentos no prazo desejado. Daí a importância de ser cauteloso no próximo passo: observar o histórico dos fundos.

Comprar cotas de um fundo sem examinar seu histórico é um tiro no escuro. O investidor deve prestar atenção em dados como o retorno dos últimos 12 a 24 meses (alguns analistas preferem uma amostra de até 36 meses), as oscilações do valor da cota neste período e a volatilidade dos investimentos. Se quiser se aprofundar na análise, uma boa pedida é empregar o Índice de Sharpe, cálculo usado para qualificar a performance dos fundos e muito útil na comparação entre eles.

Tão importante quanto os números de cada fundo são as pessoas por trás dele. Por isso, pesquise bastante sobre a administradora e conheça o gestor responsável pelo fundo. Você precisará ter plena confiança neste profissional, então procure conhecer as credenciais dele, onde trabalhou, que outros fundos já geriu, entre outras informações que julgar relevante. Não deixe a empolgação de investir em um fundo pela primeira vez atropelar seu bom senso. Dessa maneira, você se protege e garante que sabe onde está se metendo. 

Por fim, o fundo certo para você é aquele que faz sentido para as suas aspirações enquanto investidor. Se você tem pouco capital para alocar, opte por um fundo com aplicação inicial mínima mais baixa. Se quer ver retorno a curto prazo, encontre alternativas com essas características. Hoje em dia há até fundos focados em empresas comprometidas com projetos sustentáveis e aqueles geridos exclusivamente por mulheres. Avalie suas prioridades e invista em um fundo que seja a sua cara.

Conclusão

Os fundos de investimento têm o potencial de transformar um investidor tímido no dono de uma carteira diversificada e, portanto, mais segura. A falta de experiência não é impedimento, pois os gestores é quem determinam as operações do fundo, o que pode poupar o cotista de muita dor de cabeça.

Há vários tipos de fundo de investimento, com riscos variados e rentabilidade distinta. Vale ponderar os prós e contras de cada um antes de bater o martelo. A escolha de um bom fundo é bastante subjetiva, pois o que é interessante para uma pessoa pode não ser o melhor para outra.

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