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Mercado de ações: tudo o que você precisa saber sobre o assunto

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 27/01/2022 às 11h05

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Mercado de ações: tudo o que você precisa saber sobre o assunto

Cada vez mais pessoas estão interessadas no mercado de ações. Embora investir na bolsa de valores ainda pareça um privilégio acessível para poucos, a realidade não é bem assim. É possível conquistar seus objetivos financeiros com paciência e muito conhecimento sobre como funciona o universo das negociações.

Pensando nisso, preparamos este guia para os iniciantes entenderem tudo sobre o mercado de ações: o que é, quais são os tipos de ativos existentes, como funciona a bolsa de valores e como fazer para não errar o imposto de renda sobre ações.

Veja os tópicos que serão abordados:

  • Tudo sobre o mercado de ações
  • Como funciona o mercado de ações?
  • Os tipos de ações existentes
  • Classes de ações
  • B3: a Bolsa de Valores do Brasil
  • Imposto de renda sobre ações

O mercado de ações é o local onde são negociadas as ações das empresas de capital aberto. Isso significa que os acionistas podem comprar e vender pequenas frações dessas empresas através de uma bolsa de valores ou em mercados de balcão.

Antes de prosseguirmos, vale destacar que existem dois tipos de empresas: as de capital aberto e as de capital fechado. Estas últimas são as que pertencem a um único grupo de acionistas e não permitem que outros investidores se tornem sócios através da compra de ações.

Já as empresas de capital aberto, como vimos, são aquelas cujas ações podem ser negociadas. Os compradores tornam-se sócios e proprietários de partes da empresa, de acordo com a quantidade de ações adquiridas.

Entendido isso, é importante ter em mente que o investimento em ações é considerado um dos que mais apresentam riscos. Isso porque mudanças em grandes empresas e mudanças políticas e econômicas no mundo afetam diretamente o mercado.

No entanto, com paciência, conhecimento e estratégia, é possível manobrar bem os riscos. 

Como funciona o mercado de ações?

Assim como uma grande feira de mercadorias, o mercado de ações é formado pelas negociações dos ativos (também chamados de papéis) na bolsa de valores. Veja quais são as suas principais características.

Acionistas

O acionista é quem adquire ações de uma determinada empresa esperando obter lucro. No entanto, ser um acionista não significa que o seu poder de decisão será o mesmo que o dos sócios majoritários. Tudo depende do tamanho da participação que foi negociada.

Rentabilidade

Você entendeu que as ações são uma parcela do capital social de uma empresa listada na bolsa de valores. Ao adquirir as ações, o investidor espera que a companhia alcance bons resultados.

Assim, as ações aumentam de preço e podem ser vendidas por um valor mais alto do que o de quando foram adquiridas, gerando lucro.

Outra forma de lucrar com as ações é recebendo os proventos. Trata-se de um pagamento que as empresas fazem aos seus acionistas em uma determinada data. 

Os proventos mais comuns são os dividendos, que são a divisão dos lucros pagos aos investidores em porcentagem proporcional ao número de papéis adquiridos.

Oscilação de preço

O valor das ações é influenciado pelas transações que ocorrem durante o pregão, o que faz com que o preço oscile com frequência. Além disso, fatores externos como questões políticas, econômicas, notícias e outros também podem afetar os valores.

Assim, investir em ações é uma tarefa mais indicada para quem possui perfil tolerante ao risco e volatilidade.

Horário para as negociações

A bolsa de valores, sobre a qual falaremos com mais detalhes ao longo do texto, funciona em ambiente virtual. No entanto, são estabelecidos horários para que as negociações de ações sejam feitas.

Em geral, o mercado de ações funciona entre às 9h30 até às 18h, mas pode haver alterações devido a certos fatores. Apenas dentro deste horário é permitido ao investidor efetivar suas transações, fazer o fechamento diário e cotações e outras ações.

Por isso, é importante sempre consultar o quadro de horários de negociação da B3 caso tenha alguma dúvida.

Investimentos e especulação

Normalmente, quem negocia na bolsa busca um dos dois objetivos principais: os investimentos e a especulação. Mas qual a diferença entre eles?

Em geral, os investimentos oferecem lucro e rentabilidade a longo prazo, e são a opção de quem deseja ampliar e fortalecer o seu patrimônio. Assim, os investidores buscam obter os melhores rendimentos das empresas sem participar da administração e gestão delas.

Os especuladores, por sua vez, estão mais preocupados com o curto e curtíssimo prazo, procurando lucrar por meio da volatilidade de preços. É comum que o especulador negocie no day trade e no swing trade.

Impacto na economia

Como mencionado, decisões econômicas costumam impactar na bolsa de valores. Quando as grandes empresas estão indo bem, isso se reflete na realidade de todo o país — o mesmo acontece quando elas têm prejuízos. Assim, o mercado acionário tem relação direta com o crescimento ou retração da economia nacional.

Geração de renda

Quando uma empresa realiza uma oferta primária de ações ou um IPO (Initial Public Offering, ou oferta pública de ações) significa que elas estão avançando em seus negócios e procuram recursos para expandir a atuação ou melhorar sua saúde financeira.

Assim, ela se torna uma empresa de capital aberto, aumenta a sua produção e gera mais renda. Com o crescimento, ela acaba atraindo mais investidores.

Os tipos de ações existentes

Agora que você entendeu os pontos mais básicos que compõem o mercado de capital, é importante conhecer quais são as ações existentes e suas características. Confira:

Ações ordinárias (ON)

Conhecidas pela sigla ON, as ações ordinárias são aquelas que asseguram ao investidor o direito ao voto em assembléias e o tag along.

Assim, quem deseja participar das decisões da empresa deve optar pelas ações ordinárias. Cada uma delas representa um voto; ou seja, um pequeno investidor terá menos poder de decisão que um investidor majoritário, que é quem detém mais da metade dos papéis ordinários.

O tag along, por sua vez, é um mecanismo criado para proteger o pequeno acionista caso haja alterações no controle da empresa. Se chegarem novos sócios, ou o bloco de controle for vendido, os investidores podem vender seus papéis por um percentual mínimo.

Ações preferenciais (PN)

As ações preferenciais são papéis que não permitem nem o direito ao voto em assembleia, nem o tag along. Porém, o investidor tem a vantagem de obter prioridade na distribuição dos dividendos para compensar a representatividade limitada.

Assim, é comum que as empresas ofereçam dividendos no mínimo 10% maiores do que os que são pagos aos acionistas de ações ordinárias. Em caso de falência, liquidação ou outros problemas, os investidores têm prioridade no reembolso de capital.

Classes de ações

As ações são classificadas em alguns grupos diferentes, de acordo com suas características e o direito que conferem aos investidores. Veja as principais:

Blue chips

As blue chips são as ações referentes às grandes empresas, que apresentam os resultados mais lucrativos. São papéis que têm um grande volume de negociação na bolsa e que compõem os principais índices do mundo, como o Ibovespa.

Elas recebem esse nome em alusão às fichas azuis do pôquer, que são as mais valiosas.

Small caps

São classificadas como small caps as ações de empresas de menor valor de mercado, com pequeno volume de negociações de compra e venda na bolsa. Normalmente, elas apresentam oscilações bruscas no pregão e costumam ter potencial de valorização a longo prazo.

Units

Embora não sejam ações, as units são pacotes de ações formados por ações ordinárias e preferenciais. A quantidade irá depender dos interesses das empresas emissoras.

B3: a Bolsa de Valores do Brasil

Agora que você já sabe o que é o mercado de ações, chegou a hora de conhecer melhor a B3, a Bolsa de Valores do Brasil.

A B3 é uma empresa de infraestrutura de mercado financeiro que atua em ambiente de bolsa e de balcão. Por meio dela, as empresas listadas negociam ativos como ações, títulos de renda fixa, commodities, entre outros.

O nome B3 surgiu em 2017, com a fusão da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo com a Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos). A união elevou a Bolsa ao quinto lugar no ranking das maiores bolsas do mundo em valor de mercado.

A Bolsa de Valores é regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que garante a segurança das negociações e a integridade do mercado de capitais no Brasil. Ela funciona de maneira online e compreende tanto o mercado primário quanto o secundário. 

Mercado primário

O mercado primário é aquele em que a venda de ações acontece de forma direta entre o emissor e os investidores. Assim, quando uma empresa faz um IPO, por exemplo, ela vende seus papéis aos acionistas, arrecadando o capital negociado.

Mercado secundário

No mercado secundário não há uma empresa emissora de papéis. As negociações são feitas pelos próprios investidores entre si.

Imposto de renda sobre ações

O imposto de renda sobre ações é um assunto que gera muitas dúvidas entre investidores inexperientes. É muito comum, por exemplo, que os iniciantes aguardem a declaração anual do IRPF para informar os lucros decorrentes das transações realizadas no ano anterior.

Este é um erro que gera muitas dores de cabeça — afinal, quem investe em ações deve fazer a apuração do Imposto de Renda todos os meses, realizando o pagamento do tributo até o último dia útil do mês seguinte ao da venda de ativos.

Assim, é necessário manter atenção às regras: investidores que venderam mais de R$ 20 mil por mês devem pagar a alíquota de 15% sobre os lucros. Transações abaixo desse valor são isentas.

Já as operações day trade não contam com isenção e tem uma alíquota de 20% de IR.

Quem não estiver isento e deixar de fazer o pagamento mensal irá arcar com juros e multa de 20% do valor devido. Caso contrário, o investidor irá cair na malha fina da Receita Federal e, caso não regularize sua situação, a multa aumentará para 75%.

Declaração anual do IRPF sobre ações

Com o pagamento em dia, o investidor deverá informar suas transações na ficha de Bens e Direitos. Esta regra é válida também para quem apenas comprou ações — quem deixa de declarar uma negociação pode ter que pagar uma multa à Receita.

No entanto, o órgão federal permite que o investidor que entregou a declaração com erros ou que omitiu informações retifique sua declaração em um prazo de até cinco anos.

E não adianta tentar escapar: as corretoras retém na fonte o percentual de 0,005% do imposto nas operações de venda de ações normais e 1% em operações day trade, o chamado dedo-duro. É uma forma de informar à Receita sobre a transação realizada pelo contribuinte.

Organize-se!

É importante ressaltar que cabe ao investidor a responsabilidade de calcular e pagar o imposto devido em dia, todos os meses. Por isso, é importante manter o controle sobre todas as informações da sua carteira: operações de compra, taxas e negociações de venda para não ser pego de surpresa.

Conclusão

Embora seja um ambiente desafiador para os iniciantes, o mercado de ações é acessível para todos aqueles que desejam investir e estão dispostos a entender como ele funciona e quais são as melhores estratégias para conseguir bons rendimentos.

Por isso, aprofundar os seus conhecimentos sobre o mercado é essencial para o sucesso das suas negociações. Além disso, se manter em dia com o Imposto de Renda irá fazer com que você não tenha problemas com a Receita, nem prejuízos com juros e multas.

Para te ajudar nessa tarefa, preparamos um guia com todas as informações sobre Imposto de Renda na Bolsa que vai esclarecer as suas dúvidas e garantir que você não cometa nenhum erro. Não deixe de conferir!

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