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Reforma da previdência: como ela impacta nos seus investimentos?

Entenda como a reforma da previdência é importante para a economia do Brasil e como ela pode fazer com que seus investimentos se valorizem

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 28/11/2020 às 17h00

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Reforma da previdência: como ela impacta nos seus investimentos?

A Reforma da Previdência tem como objetivo atualizar as regras do sistema previdenciário atual a fim de evitar que o rombo econômico, que em 2018 chegou a 290,2 bilhões de reais, continue aumentando. 

De acordo com a previsão de alguns economistas, se a dívida continuar crescendo nessa velocidade, pode ser que ela atinja o valor do PIB (ou seja, o valor de todos os bens produzidos no país) ainda em 2030, causando um prejuízo enorme aos cofres públicos.

Por isso, a aprovação da reforma, que aconteceu ainda no final de 2019, se mostra imprescindível para a recuperação das contas do Brasil. Se levarmos em consideração o atual panorama econômico, em que todo o mundo está inserido em uma crise de saúde sem precedentes devido ao Coronavírus, essa contenção de gastos se torna ainda mais importante. 

Com a conclusão da sua tramitação no Congresso Nacional, é esperada uma economia próxima de R$ 800 milhões aos cofres públicos nos próximos 10 anos.

Por se tratar de uma medida que afetará todos os brasileiros, principalmente no que tange o futuro da economia nacional, é muito importante que os investidores estejam atentos às mudanças para poder se proteger ou aproveitar o momento para aumentar suas possibilidades de lucro. 

Neste artigo você vai aprender:

  • o panorama geral da Reforma da Previdência;
  • o que muda com a Reforma? 
  • quais são os principais impactos na economia? 
  • como ela pode impactar meus investimentos? 

Antes, um panorama geral da Reforma da Previdência

Com dito anteriormente, a reforma foi proposta com o objetivo de frear a dívida que existe hoje na previdência. 

Esse rombo cresceu muito nos últimos 70 anos por três motivos principais: 

  • No geral, os gastos públicos aumentaram muito, o que é natural; afinal, a população cresceu muito, gerando mais gastos para o Governo. 
  • Além de a população ter aumentado, a expectativa de vida também aumentou (passando de 45,5 anos em 1940 para 75,5 anos em 2015).
  • O que leva ao motivo mais óbvio do rombo: a quantidade de idosos que recebem aposentadoria no país aumentou consideravelmente e pode ser que, no futuro, a base de aposentados se torne maior que a população economicamente ativa, responsável por sustentar o sistema previdenciário. 

Antes da aprovação, o maior medo dos investidores era que o Brasil não conseguisse pagar todas as suas dívidas e arcar com os gastos da máquina pública, já que o gasto com as aposentadorias é maior que o arrecadado com os trabalhadores. 

Com esse ritmo de crescimento do número de pessoas se aposentando, as projeções indicavam que as gerações atuais corriam o risco de receber muito menos — ou até não receber — este benefício.

Essa percepção aumenta a insegurança, principalmente internacional. Neste momento, os investidores costumam retirar seus investimentos, pois temem um risco maior que o potencial de ganho, para retornar o dinheiro para seus país de origem, onde enxergam mais estabilidade. 

A retomada desses investidores aquece a economia, pois quanto mais dinheiro aplicado, maior a quantidade de empregos, o que consequentemente aumenta o consumo, fazendo o dinheiro circular com mais velocidade principalmente nas camadas mais populares da população.  

A intenção da reforma é justamente para evitar esse cenário futuro, tentando adequar o tempo de serviço às expectativas atuais de vida dos brasileiros. Além disso, um maior equilíbrio das contas públicas evita a falência do país no futuro e aumenta a possibilidade de investimento em áreas fundamentais, como saúde e educação. 

O que muda com a Reforma da Previdência? 

Na prática, alguns pontos fundamentais foram adequados. Alguns deles são:

Idade mínima para aposentar

A idade mínima passará a ser de 65 anos para homens e de 62 para mulheres (hoje, idade mínima é 65 e 60, respectivamente). Ou seja, o prazo para as mulheres aumentou dois anos.

O aumento da idade mínima busca aumentar o tempo de contribuição do trabalhador. 

Tempo de contribuição

O tempo mínimo de contribuição também será alterado, passando de 15 para 25 anos. Esse período garante 70% do benefício ao contribuinte. 

Já o tempo de contribuição necessário para ter direito a 100% do benefício diminuirá, caindo de 49 para 40 anos.

Mudança na alíquota 

A reforma propõe mudança na cobrança da alíquota de contribuição previdenciária. Basicamente, quem ganha mais pagará uma porcentagem maior para receber a aposentadoria. 

Para isso, foram criadas mais faixas de contribuição em relação aos salários. 

Os principais impactos na economia

Embora a previsão do valor economizado nos próximos anos ter diminuído depois de alguns ajustes necessários, estima-se que a máquina pública poupará cerca de 800 bilhões de reais na próxima década. 

Segundo especialistas, havia, inicialmente, cerca de 30 contribuintes para cada beneficiário. Com a reforma, o número caiu para apenas dois. Outro ponto positivo é que ao aumento da vida produtiva do trabalhador ajudará no crescimento econômico do país.

Além disso, a reforma é vista com bons olhos pelos investidores, tanto brasileiros quanto internacionais, que apostam nessas mudanças para a recuperação e retomada do crescimento econômico.  

Por outro lado, a Reforma dificulta as regras de acesso e reduz o valor dos benefícios e altera até a legislação trabalhista. Além disso, ela propõe que cada trabalhador faça a sua própria poupança, o que significa que a aposentadoria de um trabalhador passará a  depender do rendimento que ele tiver em sua conta individual, desconsiderando desemprego e trabalhos informais.  

Como a reforma impacta seus investimentos 

Agora que você já sabe como as mudanças na reforma podem impactar na economia, é importante entender como ela pode afetar diretamente sua carteira de investimentos. 

Renda fixa 

De acordo com especialistas, a tendência da renda fixa é remunerar cada vez menos conforme as reformas são aprovadas, já que a taxa de juros está cada vez menor, chegando até a alcançar seu menor valor na história

Apesar de não ser culpa exclusivamente da reforma da previdência, hoje vemos essa expectativa se consolidar. Nas últimas semanas o Tesouro Selic chegou a render negativamente e títulos com prazos longos estão sendo cada vez mais desaconselhados pelos especialistas. 

Renda variável 

O mercado de ações é bastante sensível a qualquer notícia política e econômica tanto no Brasil quanto no mundo. Para o mercado, a aprovação da reforma é crucial para o desenvolvimento do país. 

Além disso, a aprovação traz mais segurança aos investidores, que possuem bases mais confiáveis para justificar o investimento e esperar os retornos. 

Com a aprovação, ainda no final de 2019, pudemos observar como o mercado e os investidores se sentiam esperançosos com o crescimento de 2020, que acabou acontecendo, mas não por causa da reforma, e sim devido à recuperação econômica após os primeiros meses da crise do Coronavírus. 

Fundos de investimento 

Os fundos de investimentos podem ser uma ótima escolha para os investidores que desejam explorar além da renda fixa e tentar ganhos maiores, as sem precisar se preocupar em monitorar o mercado diariamente e construir sua carteira de ativos sozinhos.

Como os fundos costuma misturar ativos de diferentes naturezas, os gestores operam os rendimentos de renda fixa e renda variável para que um compense o outro em caso de quedas, o que protege o investidor, em partes, do risco desses investimentos.  

Conclusão 

Um bom investidor deve estar sempre atento aos mais diversos movimentos de mercado a fim de se beneficiar das quedas e das altas. uma das características mais valiosas no mundo dos investimentos é sempre acompanhar os noticiários e buscar estar por dentro pelo menos das principais notícias sobre política e economia do país. 

Isso porque, como foi dito anteriormente, o mercado é muito vulnerável aos menores movimentos e até mesmo uma pequena crise pode fazer com que um ativo desvalorize. 

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