Logo Akeloo Nelógica
CALCULADORA DE IR
Início » Investimentos » O que são e como investir em títulos privados?

O que são e como investir em títulos privados?

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 30/01/2022 às 20h01

Compartilhe

O que são e como investir em títulos privados?

Os títulos privados são papéis de dívidas emitidos por bancos e empresas para a arrecadação de recursos. Quem compra um título está emprestando dinheiro para a entidade emissora, que devolverá o investimento acrescido de uma taxa de juros.

Atualmente, existem diversas opções de títulos privados. Cada um deles tem diferentes regras de tributação, níveis de risco e outras características que atraem tanto investidores conservadores como também os moderados e arrojados.

Neste artigo você vai entender o que são títulos privados e como investir nesses ativos. Veja os tópicos que abordaremos:

  • O que são títulos privados?
  • Características dos títulos privados
  • Títulos privados X títulos públicos
  • Os principais tipos de títulos privados
  • Como investir em títulos privados?
  • Imposto de Renda sobre títulos privados

O que são títulos privados?

Os títulos privados são aplicações de renda fixa emitidas por entidades privadas, como empresas e bancos, com o objetivo de captar recursos para financiar atividades e projetos.

Eles funcionam como empréstimos que o investidor faz para contribuir com as atividades das entidades. Em troca, recebe o dinheiro de volta, acrescido de uma taxa de juros, que confere a rentabilidade do investimento.

Assim, os títulos privados são títulos de dívidas, que utilizam como base para remuneração taxas como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) ou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Características dos títulos privados

Como mencionamos anteriormente, existem diversos títulos privados e suas características costumam ser distintas. Em geral, pode-se classificá-los como prefixados, pós-fixados ou híbridos, de acordo com a rentabilidade. 

A principal diferença entre eles é a seguinte:

  • Títulos prefixados: a porcentagem de juros é definida antes do investimento;
  • Títulos pós-fixados: são atrelados a indexadores variáveis, como o CDI;
  • Títulos híbridos: uma parte da rentabilidade é prefixada e a outra é variável.

Títulos privados X títulos públicos

Embora os rendimentos de ambos sejam igualmente previsíveis, existem algumas distinções importantes que vão além das entidades emissoras. Confira:

Risco de crédito

Os títulos públicos são garantidos pelo Tesouro Nacional, o que os torna o investimento mais seguro do país. Já os privados podem ter a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou não, oferecendo maior risco de calote.

Além disso, mesmo a proteção do FGC é limitada: a entidade devolve apenas R$ 250 mil por CPF e instituição em casos de calote.

Rentabilidade

Em geral, os títulos privados oferecem maior rentabilidade que os públicos, devido ao seu maior grau de risco. Essa rentabilidade costuma estar atrelada à taxa do CDI.

Funciona assim:

Um título bancário que rende 110% do CDI, entregará um retorno maior que a taxa do CDI. Logo, se a taxa estiver em 10%, o título apresentará rentabilidade bruta de 11%. Caso a taxa caia, a rentabilidade do ativo também cairá.

Os principais tipos de títulos privados

Os títulos privados podem ser divididos em duas grandes categorias: os títulos bancários e os títulos corporativos.

Títulos bancários

Como o nome já diz, os títulos bancários são emitidos pelos bancos. Eles contam com a garantia do FGC, oferecendo maior proteção que os títulos corporativos. Veja quais são os principais:

CDB

O Certificado de Depósito Bancário é um dos títulos mais conhecidos e atraentes para iniciantes. É emitido pelos bancos para a captação de recursos para capital de giro ou oferecimento de empréstimos aos clientes. 

A remuneração do CDB pode ser prefixada, pós-fixada ou estar atrelada à inflação.

RDB

O Recibo de Depósito Bancário é similar ao CDB. No entanto, esses títulos são emitidos por financeiras.

LCA, LCI

Semelhantes aos CDBs, as Letras de Crédito Agrícola e Letras de Crédito Imobiliário são títulos emitidos por bancos, porém, com a destinação dos recursos captados feita exclusivamente a estes setores. Sua remuneração pode ser prefixada ou pós-fixada e a sua grande vantagem é a isenção do imposto de renda.

LIG

Surgida recentemente no mercado, a Letra Imobiliária Garantida tem a mesma finalidade da LCI. A diferença é que o prazo de vencimento é maior e o investimento não conta com garantia do FGC.

Letras de Câmbio (LC)

São similares ao CDB mas com a diferença de serem emitidas por financeiras e não por bancos.

COE

O Certificado de Operações Estruturadas é um investimento flexível, que reúne ações e títulos de renda fixa. O COE é estruturado com base no perfil de cada investidor e, na maioria dos casos, oferece a garantia de devolução do valor inicial investido.

Títulos corporativos

Depois de conhecer os principais títulos bancários, é hora de saber mais sobre os títulos corporativos. Emitidos por empresas, esses ativos não são garantidos pelo FGC e contam com prazos de vencimentos longos, de cinco anos em média.

Os títulos corporativos, geralmente,  oferecem maior rentabilidade em comparação aos bancários. No entanto, eles também são mais arriscados. Por isso, são indicados para investidores profissionais, com grande experiência no mercado, e investidores qualificados, cujo patrimônio é maior que R$ 1 milhão.

Confira as opções:

Debêntures

As debêntures são títulos de dívidas emitidos por sociedades anônimas (S/A) para a arrecadação de recursos e com pagamento programado de acordo com o fluxo de caixa.

A remuneração varia segundo cada instituição, mas a maioria oferece pagamento de juros ao investidor. As debêntures podem ser comuns ou incentivadas.

Debêntures incentivadas

Também conhecidas como debêntures de infraestrutura, esses títulos são utilizados para financiar projetos de desenvolvimento do país, como construção e manutenção de aeroportos e rodovias.

A vantagem é que elas são isentas de imposto de renda, diferente das debêntures comuns.

CRI e CRA

Os Certificados de Recebíveis Imobiliário e do Agronegócio (CRI e CRA) são títulos com lastro. Sendo assim, o CRI é lastreado em fluxo de pagamento de aluguéis e imóveis, enquanto o CRA é lastreado em direitos de crédito oriundos do financiamento de atividades do agronegócio.

Esses títulos não contam com proteção do FGC. Por outro lado, são isentos de imposto de renda.

Como investir em títulos privados?

Os títulos privados podem ser adquiridos em bancos e corretoras.

Mas, antes de investir, é fundamental conhecer o seu perfil de investidor. Como as aplicações oferecem diferentes níveis de rentabilidade e risco, você deve escolher aquela que mais se adequa aos seus objetivos. Por exemplo:

No CDB, é importante analisar o contexto econômico antes de definir a modalidade de rentabilidade (prefixado, pós-fixado ou híbrido). 

Para as Letras de Crédito Agrícola e Imobiliária, as emissoras exigem um valor inicial que costuma variar entre R$ 5 mil e R$ 30 mil e ambas têm a vantagem de serem isentas de IR.

Fundos de crédito privado

Quem deseja investir em títulos privados, também pode optar pelos fundos de crédito privado. Há opções que reúnem títulos bancários e corporativos.

Trata-se de uma estratégia de diversificação de investimentos, com o objetivo de diminuir os riscos da concentração em uma única aplicação, ao mesmo tempo que se alcança maior rentabilidade.

Imposto de Renda sobre títulos privados

Como vimos, alguns títulos são isentos do Imposto de Renda. Todos os outros seguem a seguinte tabela regressiva do IR:

  • Até 180 dias: alíquota de 22,5%
  • De 181 a 360 dias: alíquota de 20%
  • De 361 a 720 dias: alíquota de 17,5%
  • Acima de 720 dias: alíquota de 15%.

Conclusão

Existem muitas opções de títulos privados no mercado financeiro. Por isso, o investidor deve estudar com atenção as vantagens e os riscos de cada uma antes de escolher onde aplicar o seu dinheiro.

Para quem está iniciando, preparamos um post em que mostramos quais são os investimentos isentos do Imposto de Renda e como eles funcionam. Aproveite para ler e aprofundar seus conhecimentos!

Receba nossos conteúdos diretamente em seu e-mail

Não se preocupe, não enviamos spam.

Compartilhe