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Entenda de uma vez por todas o que são criptomoedas

Esse termo ganhou muita popularidade nos últimos anos, mas você sabe exatamente como funcionam e quais são as principais moedas digitais do mundo?

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 16/12/2020 às 17h00

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Entenda de uma vez por todas o que são criptomoedas

As criptomoedas frequentemente se tornam manchetes nos jornais de todo o mundo, muito comumente devido a notícias relacionadas ao Bitcoin, que em meados de 2013 ficou muito conhecido, até mesmo fora do mercado financeiro.

Juntamente com esse importante representante, as criptomoedas hoje são um campo muito mais vasto e podem ser consideradas um nicho de mercado atrativo para uma parcela dos investidores. Contudo, muitos ainda tem dúvidas sobre o seu funcionamento e utilidade e é exatamente por isso que preparamos esse artigo. Nele você vai encontrar:

  • o que são e como funcionam as criptomoedas;
  • como são as suas flutuações e preço;
  • principais criptomoedas;
  • vantagens e desvantagens de se ter criptomoedas.

O que são criptomoedas?

Genericamente, criptomoedas é o nome dado  a moedas digitais descentralizadas. Elas são consideradas digitais porque, diferentemente do real e do dólar, por exemplo, elas existem apenas na internet, ou seja, ainda que elas sejam verdadeiras, é impossível tocá-las ou guardá-las na carteira. 

Já a sua descentralização acontece porque elas não são emitidas por um governo. Assim, não existe um órgão ou governo responsável por controlar, intermediar e autorizar emissões de moedas, transferências e outras operações: isso é feito pelos próprios usuários. 

A tecnologia por trás de sua criação é conhecida como rede blockchain, em tradução literal, “corrente de blocos”. Esse é um sistema que permite o envio e o recebimento de alguns tipos de informação pela internet a partir de partes de código gerados online que carregam informações conectadas. Assim, forma-se uma rede de blocos conectados em correntes, ou seja, uma “corrente de blocos”.  

A segurança dessas operações se dá a partir de sistemas avançados de criptografia que protegem as transações, suas informações e os dados de quem transaciona. Ou seja, são moedas criptografadas, o que originou o nome criptomoeda.  

Ainda que o Bitcoin seja a criptomoeda mais conhecida e seja considerado por muitos o difusor desse tipo de moeda, o conceito de moeda digital é muito anterior a ele.  A primeira descrição de criptomoedas foi feita em 1998, por Wei Dai, de acordo com dados da comunidade de criptomoedas, a bitcoin.org. Ele sugeriu a utilização da criptografia para controlar a emissão e as transações realizadas com um novo tipo de dinheiro, processo que levaria à uma dispensa da necessidade de existência de uma autoridade central reguladora, como acontece com todas as moedas convencionais. 

As oscilações de preço das criptomoedas

O preço dessas moedas varia de acordo com a antiga lei da oferta e da procura, especialmente por se tratar de um mercado ainda pequeno e limitado, especialmente quando pensamos no Brasil. Assim, mesmo transações que seriam consideradas pequenas no mercado financeiro tradicional podem ter um impacto muito grande nas cotações. 

Para exemplificar as proporções dessas possíveis oscilações, em apenas três meses o preço do Bitcoin saltou de cerca de US$ 4.370 para US$ 13.800 em 2017. Pouco mais de um ano depois,o valor já havia recuado novamente para US$ 3.500.

Principais criptomoedas

Bitcoin

O Bitcoin (BTC) é a mais conhecida das moedas digitais e pode ser considerado o  primeiro sistema de pagamentos global totalmente descentralizado. Sua criação data  do ano de 2008, em meio à crise financeira global causada pela bolha no mercado americano de hipotecas. 

Seu objetivo era substituir o dinheiro de papel, além de eliminar a necessidade da presença de bancos para intermediar operações financeiras.

Bitcoin Cash

O Bitcoin Cash (BCH) é uma versão mais recente do Bitcoin original, criada em agosto de 2017. O seu desenvolvimento foi uma tentativa de aperfeiçoar a primeira moeda, que com um processamento de operação relativamente lenta, além de apresentar taxas consideradas elevadas. 

Com o BCH, as confirmações das transações podem acontecer de maneira mais rápida e com taxas mais baixas, garantindo um potencial de escala ainda maior.

Ethereum

Originalmente conhecida como Ether, antes de sofrer um ataque hacker em 2016, essa moeda inicialmente foi idealizada para que se tornasse um ativo para recompensar os desenvolvedores que fizessem uso da plataforma Etherum em seus projetos. Essa plataforma é utilizada para executar “contratos inteligentes”, operações realizadas automaticamente quando determinadas condições são cumpridas.

Suas transações também são validadas a partir do blockchain, garantindo a segurança e ainda evitar fraudes. 

Tether

Essa moeda foi lançada em 2014 e, ao contrário das demais, possui lastro em uma moeda física: sua proposta é de manter uma paridade com o dólar americano. Ou seja, para cada Tether emitido é preciso haver um dólar equivalente em caixa.

Sua principal característica é sua menor volatilidade,  uma vez que representa moedas físicas no mundo digital. Devido à sua maior estabilidade, o Tether se tornou uma boa opção para realizar transferências entre sistemas e com diferentes criptomoedas. 

Ripple

O Ripple (XRP) na verdade é um protocolo de pagamento distribuído criado em 2011 utilizando uma moeda conhecida como XRP. Essa plataforma suporta outros tokens que representam moedas tradicionais e até mesmo outros bens. O objetivo é que ele permita a realização de pagamentos seguros e instantâneos.

Em linhas gerais, não se trata apenas de uma moeda, mas de um sistema em que qualquer moeda possa ser negociada. Justamente por isso, o Ripple vai na contramão do discurso dos idealizadores das criptomoedas, que pregam a não dependência do sistema financeiro tradicional para realizar operações.

Litecoin

O Litecoin (LTC) foi criado em 2011 e se assemelha muito ao Bitcoin. O seu idealizador, o ex-funcionário do Google, Charlie Lee, buscava uma moeda em que a participação do processo de criação de novos Litecoins fosse mais fácil.  

Ele é considerado uma alternativa melhor para a realização de operações no dia a dia quando comparado ao Bitcoin que, por sua vez, funcionaria melhor como uma reserva de valor.

Vantagens e desvantagens das criptomoedas

Essas moedas podem ser facilmente comercializadas em corretoras especializadas, conhecidas como exchange, ou a partir de fundos de criptomoedas, por exemplo. Apesar disso, esse é um investimento sofisticado, que necessita de um amplo conhecimento sobre o assunto para ser realmente compreendido. 

Dentre as principais vantagens de se operar com criptomoedas, podemos citar as baixas taxas para a sua utilização, a liberdade e rapidez de pagamentos, a segurança de se operar dentro de um sistema protegido com criptografia e a transparência sobre as ofertas de unidades de criptomoedas. 

Já como seus maiores pontos negativos temos a ainda baixa aceitação dessa moeda dentro do mercado(o que reduz o número de transações possíveis de serem realizadas) e a grande volatilidade que elas possuem. Vale ressaltar que alterações de preço são bastante comuns,  o que torna esse tipo de investimento mais adequado aos investidores com um perfil mais arrojado. 

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Conclusão

Agora que você já conhece um pouco mais sobre as criptomoedas, ficou bem mais fácil compreender a dinâmica desse mercado.  

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