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O que é DeFi e como funcionam as finanças descentralizadas

Atualmente, muito tem sido falado sobre DeFi. Isso porque desde […]

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 10/08/2021 às 16h09

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O que é DeFi e como funcionam as finanças descentralizadas

Atualmente, muito tem sido falado sobre DeFi. Isso porque desde o segundo semestre de 2020, este segmento de criptoativos vem prometendo uma verdadeira revolução no mercado financeiro: só no início de 2021, o total de dinheiro alocado nos protocolos de DeFi ultrapassou os US$ 25 bilhões.

De acordo com a Coingecko, empresa que analisa o setor de criptos, no momento o mercado de DeFi está avaliado em cerca de US$ 85 bilhões, representando uma fatia de 5,3% do segmento em geral.

Para quem não sabe, DeFi é uma abreviação para decentralized finance, ou finanças descentralizadas, que tem como objetivo descentralizar os serviços financeiros. Neste artigo, vamos explicar o que é este ativo e como ele funciona.

Veja os tópicos que abordaremos:

  • O que é DeFi?
  • Quais serviços podem ser realizados por meio do DeFi?
  • Como ocorre a gestão de protocolos DeFi?
  • É seguro descentralizar as finanças?
  • As vantagens e desvantagens de descentralizar as finanças
  • Como investir nos projetos de DeFi?

O que é DeFi?

Como você viu, o DeFi ou finanças descentralizadas, são aplicações baseadas em contratos inteligentes e blockchains que fornecem serviços e produtos tipicamente associados ao sistema financeiro tradicional, como empréstimos e negociação de valores. Por utilizar tecnologia como o blockchain, acaba eliminando a necessidade de  intermediários financeiros centrais, como bancos e corretoras.

Isso é possível porque grande parte dos projetos de DeFi são de código aberto (open source) e não estão ligados a nenhuma companhia. Por esse mesmo motivo, os projetos também não têm origem em alguma região específica. Todas as transações são P2P, ou seja, feitas de pessoa para pessoa.

Em resumo, por meio do DeFi é possível realizar serviços do mercado financeiro sem a interferência de terceiros. Um dos meios mais comuns de fazer as transações é através do ecossistema da Ethereum, que permite a utilização dos contratos inteligentes.

Quais serviços podem ser realizados por meio do DeFi?

Por meio dos protocolos de DeFi, pode-se realizar diversos serviços financeiros como:

  • Empréstimos;
  • Seguros;
  • Hipotecas;
  • Investimentos.

Para isso, é permitido usar criptomoedas comuns, como o Ethereum (ETH), ou as stablecoins. Também conhecidas como moedas estáveis, as stablecoins são criptomoedas de baixa volatilidade, cujo valor está atrelado a algum ativo estável, como as moedas tradicionais.

Inclusive, vale ressaltar que alguns especialistas acreditam que a popularização das stablecoins de dólar, com suas várias formas de rentabilidade, seja uma das principais razões para que tantas pessoas tenham passado a usar o DeFi.

Como ocorre a gestão de protocolos DeFi?

Para que seja possível descentralizar as finanças, os protocolos DeFi recebem o apoio de fundações e institutos que possibilitam a autogovernança. Assim, os usuários devem comprar tokens específicos de governança para ter direito ao poder de voto.

Ao longo das discussões, os usuários decidem questões como os ativos aceitos pela plataforma, a taxa de juro, entre outras. Depois de tudo definido, o serviço se torna escalável por meio de uma comunidade engajada.

Blockchain do Ethereum

Assim como acontece com outros criptoativos, como o bitcoin, as transações de DeFi são feitas pela blockchain. A mais utilizada é a Blockchain da Ethereum, devido à criação dos contratos inteligentes.

É importante frisar que o Ethereum é hoje a segunda criptomoeda mais negociada do mundo. Isso porque ela foi criada oferecendo opções que o bitcoin ainda está implementando, como a possibilidade de registro facilitado de informações e transações.

Tudo sobre LCI e LCA

No entanto, fatores como a blockchain, as regras e as moedas digitais utilizadas podem variar de acordo com cada protocolo de DeFi. Para que os usuários não fiquem confusos, existem algumas boas práticas e a possibilidade de conferir as plataformas e moedas mais utilizadas.

É seguro descentralizar as finanças?

Em geral, a tecnologia das criptomoedas e da blockchain é segura. Contudo, isso não significa que golpes não sejam aplicados, principalmente quando se trata de novos usuários, que ainda não estão familiarizados com o mercado.

Outra questão a ser levada em consideração antes de decidir utilizar um protocolo descentralizado é entender que, se houver alguma falha técnica e humana, não há a quem recorrer para que o problema seja resolvido rapidamente.

Por exemplo, se alguém deposita o token errado, pode perdê-lo para sempre. Por isso, é importante estudar profundamente este mercado.

Quais são as vantagens e as desvantagens das finanças descentralizadas?

O principal atrativo de não ter um intermediário é a redução dos custos. Assim, empréstimos feitos por meio do DeFi costumam ser mais baratos para quem solicita e render mais para o credor.

Além disso, uma grande vantagem das finanças descentralizadas é a transparência. Isso porque o ecossistema só pode existir se as informações forem compartilhadas com todos os usuários, fazendo com que os protocolos sejam transparentes.

Outro ponto positivo é que a maioria dos projetos são open source, facilitando a inovação. Vale ressaltar ainda que é possível utilizar o DeFi tendo pouco dinheiro, o que é atrativo para investidores com menos capital.

Já as desvantagens também são importantes e devem ser levadas em consideração. Nós já falamos sobre o perigo de golpes e a falta de um suporte de atendimento ao qual recorrer em caso de problemas.

Porém, há ainda outras questões, como a falta de regulamentação. Assim, órgãos de controle e o governo ainda não sabem como lidar com essa novidade do mercado.

Outro ponto negativo é a possibilidade de hackeamento, algo que acontece com frequência.

Como investir nos projetos de DeFi?

Investidores que pretendem começar a operar no universo das finanças descentralizadas, é muito importante se certificar de não estar investindo em um protocolo fantasma. Ou seja, quando uma pessoa deposita em uma carteira e a outra desaparece com os tokens.

Dito isso, no momento há duas opções disponíveis para quem deseja investir nos projetos: por meio das corretoras de criptomoedas e dos fundos de investimentos.

Corretoras de criptomoedas 

Por meio das corretoras especializadas, associadas à ABCripto (Associação Brasileira de Criptoeconomia), é possível adquirir ativos digitais do DeFi. Entre as que disponibilizam o criptoativo em suas plataformas estão:

  • Mercado Bitcoin;
  • Nova Dax;
  • Foxbit.

Fundos de investimentos

Quem deseja utilizar o DeFi através dos fundos de investimentos terá dois fundos à sua disposição: um voltado para o público em geral, o Bitcoin DeFi, e outro para o investidor qualificado, o Cripto DeFi. Eles são oferecidos pela Vitreo.

Saiba um pouco mais sobre esses ativos:

  • Bitcoin DeFi: voltado para qualquer pessoa, o investimento mínimo é de R$1 mil, com custo de administração de 0,05%, mais a taxa dos fundos investidos.
  • Cripto DeFi: este é voltado para os investidores com mais de R$1 milhão em aplicações. O fundo exige uma aplicação mínima de R$5 mil e tem custo de administração de 1,5% ao ano e taxa de performance de 20% sobre o que exceder 100 % do ICE US Treasury Short Bond Index TR +2% em reais.

Conclusão

Com a promessa de revolucionar o mercado financeiro, o DeFi é uma nova modalidade de criptoativo que deve ser utilizado com muita cautela pelos investidores, devido ao seu alto risco de falhas, golpes e hackeamento.

Por isso, é importante pesquisar bem como funciona o universo das finanças descentralizadas antes de começar a fazer suas transações.

Para saber mais sobre como funcionam as operações com moedas digitais, não deixe de conferir nosso guia de como investir em bitcoins e outras criptomoedas e tire suas dúvidas antes de tomar uma decisão.

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