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Investimentos atrelados ao IPCA: como se blindar da inflação?

O termo “inflação” costuma assustar muita gente. Afinal, quando os […]

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 8/02/2022 às 10h38

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Investimentos atrelados ao IPCA: como se blindar da inflação?

O termo “inflação” costuma assustar muita gente. Afinal, quando os preços sobem, o poder de compra diminui, desvalorizando a moeda. Por isso, investidores que desejam proteger o seu patrimônio devem conhecer os investimentos atrelados ao IPCA para se blindar e não acabar perdendo dinheiro.

Se você quer saber mais sobre como a inflação interfere nos seus ativos e quais são as melhores opções de aplicações para proteger o seu capital, continue lendo este artigo! Abaixo listamos os tópicos que abordaremos:

  • Como a inflação impacta os investimentos?
  • Como se blindar da inflação?
  • Investimentos atrelados ao IPCA: quais são os principais?

Como a inflação impacta os investimentos?

A inflação é o aumento generalizado e contínuo nos preços de produtos, bens e serviços e prejudica praticamente todos os setores da economia. Embora a alta da inflação seja esperada dentro de uma meta estabelecida pelo Banco Central, o fenômeno torna-se um problema quando ultrapassa o percentual planejado.

A consequência sentida imediatamente por consumidores e investidores é a diminuição do poder de compra. Afinal, a desvalorização da moeda significa que o dinheiro passa a valer menos, levando à diminuição do lucro e potenciais prejuízos.

Em outras palavras, o capital aplicado deixa de oferecer uma rentabilidade superior à inflação. 

Veja um exemplo:

Suponhamos que você deseja comprar uma televisão que custa R$ 1.600. Em vez de comprar o produto, porém, prefere investir o valor em uma aplicação ao longo de doze meses.

Ao final do período, a aplicação rendeu 50% e você agora tem R$ 2.400, com R$ 800 de lucro. No entanto, a inflação fez com que a televisão aumentasse R$ 200, passando a custar R$ 1.800. 

Assim, apesar de ter recebido R$ 800 na aplicação, você precisou desembolsar R$ 200 a mais pelo produto. Ou seja, pagou mais caro e obteve um lucro reduzido.

Por isso, quem deseja aumentar o seu patrimônio deve investir em aplicações cujos ganhos de fato superam a inflação. Afinal, quanto maior a inflação, menor será o rendimento real.

Como se blindar da inflação?

Vimos que para um rendimento não sofrer o impacto da inflação, ele precisa render mais do que o aumento dos preços. Assim, os investimentos atrelados ao IPCA são os mais indicados para alcançar esse resultado. Mas você sabe o que é o IPCA?

O que é IPCA?

Calculado pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o principal indexador da inflação no Brasil. Embora existam outros, como o IGP-M e o INPC, o IPCA é adotado oficialmente pelo Banco Central para monitorar a variação dos preços.

Dessa forma, quando se diz que o IPCA subiu 0,73%, significa que a inflação subiu 0,73%. 

Quem deseja se blindar da inflação e proteger a carteira precisa investir em ativos que ofereçam rentabilidade acima do IPCA. Há opções tanto na renda variável quanto na renda fixa. Falaremos sobre elas no próximo tópico.

Investimentos atrelados ao IPCA: quais são os principais?

Conheça os principais títulos atrelados à inflação oferecidos pelo mercado financeiro:

Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA é um título público oferecido pelo Tesouro Direto. É considerado como um dos melhores e mais seguros investimentos atrelados ao IPCA já que funciona como uma espécie de empréstimo que o investidor faz ao governo.

A rentabilidade dos títulos do Tesouro Direto pode ser prefixada, ou seja, definida previamente, ou pós-fixada, acompanhando a porcentagem do índice IPCA.

Em relação à tributação, os títulos do Tesouro IPCA seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda, com a alíquota sendo quitada no ato do resgate do dinheiro. Também há a cobrança de taxa de custódia e incidência de IOF caso o resgate seja feito antes de 30 dias.

Fundos de renda fixa

Os fundos de renda fixa funcionam como os fundos de investimento tradicionais: trata-se de uma cesta composta por ativos atrelados à inflação, que são gerenciados por um gestor experiente e divididos por cotas entre os investidores.

Para participar, os cotistas precisam ter, no mínimo, 80% da sua carteira investida na renda fixa. Ao final do prazo, os rendimentos e as taxas são distribuídos entre os investidores, que têm acesso a relatórios mensais com a performance do fundo.

Também é estabelecido um benchmark de referência para que os cotistas consigam avaliar se a sua aplicação está sendo positiva ou negativa. Em geral, o benchmark é o IPCA ou o CDI. 

Assim como o Tesouro Direto, há cobrança de Imposto de Renda e IOF, além do come-cotas. 

ETFs de renda fixa

Os ETFs de renda fixa também são boas opções de investimentos atrelados ao IPCA. Esses ativos replicam o desempenho dos títulos do Tesouro Direto ligados à inflação e têm a vantagem de oferecer uma ótima diversificação da carteira.

Isso porque a cesta dos ETFs de renda fixa é composta tanto por títulos privados quanto públicos, que podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos.

Uma grande vantagem oferecida pelos ETFs é tributária: a alíquota do IR é de 15% em todos os casos, independente do prazo da aplicação e também não há incidência de come-cotas.

Debêntures

Outro produto indicado para quem quer se proteger das variações da inflação são as debêntures. Trata-se de títulos emitidos por empresas privadas visando o financiamento de projetos, pagamento de dívidas ou aumento do capital.

Na prática, é como se o investidor emprestasse dinheiro para as empresas e, em troca, ele recebe de volta o pagamento acrescido de uma taxa de juros que pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida.

Em geral, a maior parte das empresas trabalha com rentabilidade híbrida, com uma parte prefixada e outra atrelada a um indexador, como o IPCA.

As debêntures seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda para investimentos de renda fixa. A exceção são as debêntures incentivadas, que são isentas do tributo por estarem ligadas ao financiamento de projetos de infraestrutura do país.

Letras de Crédito

As Letras de Crédito também são boas opções de investimentos atrelados à inflação. São duas modalidades de ativos: as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

São títulos de crédito emitidos pelos bancos para financiar atividades do setor imobiliário e do agronegócio, dois segmentos fundamentais para a economia do país. Por isso, esses ativos são isentos do Imposto de Renda.

No que se refere à rentabilidade, normalmente as Letras de Crédito pagam um valor pós-fixado da taxa CDI, embora também seja possível encontrar títulos indexados ao IPCA. Em geral, a rentabilidade desses títulos fica acima da inflação.

A desvantagem é que o dinheiro só pode ser resgatado após um período mínimo de 90 dias.

CRI e CRA

Assim como as Letras de Crédito, os Certificados de Recebíveis também são ativos ligados aos setores imobiliário e do agronegócio. O funcionamento é parecido — a diferença é que eles são emitidos por securitizadoras e não por bancos.

A rentabilidade desses ativos pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida, com uma parte atrelada ao IPCA ou ao IGP-M. Eles contam com isenção do IR e do IOF e apresentam baixa liquidez.

Conclusão

Como você viu, há ótimas opções de investimentos atrelados ao IPCA que oferecem diversificação e proteção à sua carteira. Como cada um possui sua própria particularidade, recomendamos que você os analise com atenção e cuidado antes de tomar uma decisão.

Por isso, não deixe de ler sobre como investir no Tesouro IPCA para aprofundar seus conhecimentos e descobrir se essa é uma boa opção para os seus objetivos.

 

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