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Investimento seguro em criptomoeda é possível?

A valorização das criptomoedas em 2020 fez com que os […]

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 3/08/2021 às 12h18

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Investimento seguro em criptomoeda é possível?

A valorização das criptomoedas em 2020 fez com que os investidores passassem a se interessar pelos ativos. O bitcoin, mais conhecido das moedas digitais, garantiu ganhos acumulados em 12 meses acima de 340%, o que animou bastante gente e fez com que empresas listadas na bolsa de valores passassem a comprá-lo.

A maior bolsa brasileira de criptoativos, o Mercado Bitcoin, informou ter tido um aumento de quase nove vezes em seu volume financeiro só no primeiro trimestre de 2021. No entanto, muita gente ainda tem receio de apostar em operações com ativos digitais.

Pensando nisso, preparamos este artigo para quem está buscando saber se é possível fazer um investimento seguro em criptomoeda. Confira os tópicos que abordaremos:

  • O que são criptomoedas
  • Quais são as principais criptomoedas do mercado
  • Como evitar os riscos de investir em moedas digitais
  • Quais são as principais maneiras de investir em criptoativos
  • Como fazer um investimento seguro em criptomoeda

O que são criptomoedas

Para quem ainda não sabe, criptomoedas são moedas digitais e criptografadas, não divisíveis, únicas e transferíveis. Através delas, é possível fazer transações financeiras pela internet sem a necessidade de dinheiro físico. Elas são consideradas pela Receita Federal como um bem.

As transações feitas através das criptomoedas são criptografadas e possuem uma assinatura eletrônica, identificando a quantidade, o remetente e o destinatário de forma anônima. Assim, o seu maior diferencial é proteger os dados dos seus usuários.

Além disso, quem utiliza criptoativos não usa seus dados pessoais, como nome, e-mail e senha, em uma transação. A identificação é feita através de um endereço formado por letras e números aleatórios que costumam vir acompanhados de um QR code escaneável. Dessa forma, antes de fazer a transferência, o investidor deve ter fundos em carteira. 

Todas as transações feitas com as criptomoedas são registradas em um sistema digital chamado de blockchain, que não permite a alteração ou exclusão dos dados armazenados. Isso é o que garante a segurança e a transparência das operações. 

As principais criptomoedas do mercado

Conheça as criptomoedas com maior capitalização de mercado:

Bitcoin (BTC)

Com um alto valor de mercado, que atualmente está em torno de US$ 39 mil, o bitcoin é um ativo pré-programado. Isso significa que suas características não podem ser modificadas e que há um limite para sua emissão: até 21 milhões de moedas.

Até o momento, já foram emitidos 18,6 milhões de BTC. O que muita gente não sabe é que eles podem ser comprados em frações.

Ethereum (ETH)

Segundo maior ativo do mercado de criptomoedas, o ETH é um token da rede Ethereum que é utilizado como pagamento de taxas de processamento desse sistema. Devido à grande usabilidade em rede própria, há quem diga que o ETH não pode ser usado como dinheiro.

Binance Coin (BNB)

Em 2021, o BNB se tornou o terceiro maior ativo por capitalização de mercado. Trata-se de um token do ecossistema Binance, com acesso a inúmeros recursos da corretora de mesmo nome.

Tether (USDT)

Pareada ao valor do dólar americano, o Tether é um criptoativo de valor estável (stablecoin). É emitido pela empresa Tether, que muitas vezes falhou em comprovar suas reservas em dólar. Por isso, o USDT gera alguma desconfiança dos investidores.

XRP (XRP)

Nativo do XRP Ledger, o XRP é um criptoativo conhecido no mercado como ripple. Isso porque a moeda digital é uma criação da empresa Ripple Labs, que atualmente enfrenta processos judiciais alegando irregularidades na venda do token.

Tudo sobre LCI e LCA

Além dos ativos citados acima, também listamos outras moedas digitais importantes como:

  • Cardano (ADA);
  • Dogecoin (DOGE);
  • Polkadot (DOT);
  • Uniswap  (UNI);
  • Litecoin (LTC).

Como evitar os riscos de investir em moedas digitais?

Embora as criptomoedas possam parecer uma oportunidade de investimento com lucro fácil, especialistas alertam que é necessário ter cautela. O recomendável é não alocar mais de 5% da carteira nos ativos. 

Como os criptoativos são voláteis, vale a pena investir em uma carteira variada, uma vez que isso diminui os riscos de um grande tombo. No entanto, a regra de ouro é: pesquise bastante e conheça o mercado e o ativo. Isso inclui pesquisar a reputação das empresas e aprender como guardar as moedas, para evitar ataques de hackers.

Quem pretende negociar na modalidade P2P, entre pessoas físicas, é necessário ser bastante cuidadoso para não virar alvo de golpistas que se utilizam de perfis fakes. Assim, é importante procurar por vendedores renomados e com referências.

Quais são as principais maneiras de investir em criptoativos?

Existem cinco maneiras seguras de investir em criptoativos. Conheça as opções a seguir:

Exchange

A exchange é uma boa opção para quem busca por variedade e praticidade: são várias opções de criptoativos e o usuário precisa apenas de um celular e o seu RG para começar a adquirir bitcoins através de aplicativos. Porém, para transferi-los é necessário pagar uma taxa.

Fundo de investimentos

Um dos meios menos arriscados de investir é através dos fundos de criptomoedas. Isso porque, segundo a norma da Comissão de Valores Mobiliários (CMV), os investidores comuns só podem acessar fundos que alocam até 20% em criptoativos. No entanto, as possibilidades de ganhos também são menores.

Fundo de índice (ETF) na bolsa de valores

Em 2021, a bolsa brasileira listou o primeiro ETF de criptoativos da América Latina, o HASH11. Com cerca de 60 mil cotistas, já é um dos maiores ETFs de renda variável da B3.

O ativo tem as mesmas vantagens do fundo de investimento, como a segurança na custódia, e conta com cotas de valores baixos, como R$50. No entanto, ele ainda não está disponível para qualquer pessoa.

Peer-to-peer (P2P)

Como mencionamos no tópico anterior, o P2P é uma negociação feita diretamente entre duas pessoas físicas, sem a mediação de empresas. A grande vantagem é que não há uma ordem de compra, agilizando o recebimento das criptomoedas.

Exchanges descentralizadas (DEX)

As DEX são sistemas autônomos, que oferecem grande oferta de criptoativos para investimento e utilizam contratos para intermediar as negociações. Porém, esta modalidade é bastante vulnerável e as DEXs podem ser facilmente hackeadas, ou até configurarem em golpe.

Como fazer um investimento seguro em criptomoeda

Preparamos abaixo algumas dicas para que você possa fazer um investimento seguro em criptomoeda: 

Caso não vá negociar o seu ativo, é recomendável não deixá-lo na corretora. Isso porque elas são frequentemente alvos de hackers e você pode perder seus fundos. O mais seguro é distribuir suas moedas em diferentes plataformas e dispositivos ou em carteira própria.

Como estamos falando de um investimento de longo prazo, o melhor que o investidor pode fazer para proteger suas criptomoedas é fazer uma conta de segurança com hardware-wallet, dispositivo parecido com um pendrive. Use a corretora apenas quando for negociar.

No momento de utilizar uma corretora, o ideal é colocar o dinheiro em exchanges conhecidas, com grande número de clientes e mais tempo de mercado. No Brasil, as melhores opções são:

  • Ripio;
  • Mercado Bitcoin;
  • Foxbit;
  • BitPreço;
  • BitcoinTrade.

Vale a pena ressaltar que o investidor não deve compartilhar suas chaves privadas e palavras-chave com ninguém, sob risco de perder seus fundos permanentemente.

Conclusão

Embora ainda gerem desconfiança, os criptoativos cada vez mais mostram que podem ser opções interessantes de investimento, principalmente para quem busca mais autonomia e procura por menores taxas.

Para saber mais sobre o assunto, não deixe de conferir nosso guia de como investir em bitcoins e outras criptomoedas que vai te ajudar a decidir se operar com as moedas digitais é o ideal para você. Boa leitura!

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