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Fundos de Ações x Clubes de Investimento: quais as principais diferenças?

Quem investe na bolsa, provavelmente já ouviu falar nos fundos […]

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 19/10/2021 às 10h55

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Fundos de Ações x Clubes de Investimento: quais as principais diferenças?

Quem investe na bolsa, provavelmente já ouviu falar nos fundos de ações. Trata-se de uma das mais famosas modalidades de investimentos no Brasil — segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), são mais de 28 milhões de investidores atualmente.

No entanto, o mercado financeiro oferece ainda uma outra opção: os clubes de investimentos. Semelhante aos fundos de ações, essa modalidade também conta com um grupo de investidores que aplicam juntos em determinados ativos visando alcançar maior rentabilidade.

Embora os olhares mais desatentos possam achar que se tratam da mesma coisa, há importantes diferenças entre os fundos de ações e os clubes de investimento. Para entender quais são elas, continue lendo este artigo. 

Ao longo do texto, abordaremos os seguintes tópicos:

  • Fundos de Ações x Clubes de Investimento
  • O que são fundos de ações?
  • O que são fundos de investimento?
  • Diferenças entre o fundo de ações e o clube de investimento

 Embora semelhante aos fundos de ações, essa modalidade conta com algumas diferenças fundamentais em relação aos fundos. 

Fundos de Ações x Clubes de Investimento

Conforme visto, os clubes de investimento compartilham com os fundos de investimento um funcionamento em comum: um grupo de investidores somam valores e aplicam juntos em determinado portfólio de ativos. O objetivo é alcançar uma rentabilidade maior do que conseguiriam isoladamente, com cada investidor recebendo de acordo com a quantidade de cotas obtidas.

Além disso, os gastos com as taxas de administração e o pagamento de 15% de tributação do imposto de renda também são os mesmos. Contudo, a maneira como essas modalidades de investimento são formadas é bastante diferente. Saiba mais a seguir:

O que são fundos de ações?

Para entender a diferença entre fundos de ações e clubes de investimento é importante saber exatamente como funciona cada um deles. Comecemos com os fundos de ações, também conhecidos como FIA.

O fundo de ações é uma carteira de ativos de renda variável, que deve conter o mínimo de 67% do patrimônio alocado em ativos negociados na B3 ou semelhantes. O FIA é administrado por um gestor do fundo, que irá escolher as empresas que receberão o investimento.

Assim, os investidores devem apenas alocar os recursos para a aplicação coletiva no fundo de ações escolhido. Quando as aplicações do FIA vão bem, as cotas se valorizam. É uma excelente opção para quem não deseja se arriscar na escolha de empresas para investir.

Quais são as vantagens e desvantagens de investir em FIAs?

Além de não precisar se preocupar com a escolha dos ativos, uma vez que ela é feita por uma equipe especializada, investir em um FIA permite com que o acionista possa diversificar sua carteira de investimentos mesmo se ele estiver com pouco dinheiro. Essa estratégia ajuda a diminuir riscos e ainda possibilita a obtenção de lucros de fontes diferentes.

Outro ponto positivo é a simplificação do imposto de renda. Quem investe em um fundo de ações não precisa calcular mensalmente a tributação, pagando apenas no resgate das contas.

Já entre as desvantagens, podemos citar as taxas de administração e performance, que podem ser altas, dependendo do fundo escolhido. Para investidores mais experientes, não poder interferir nas decisões do gestor do fundo também pode ser um inconveniente.

O que são clubes de investimento?

Os clubes de investimento são grupos formados por pequenos acionistas, geralmente que já se conhecem, em que se discute as oportunidades de investimentos e que aplicam dinheiro em ativos negociados na bolsa. Da mesma maneira que os fundos, a carteira deve possuir, no mínimo, 67% de ativos negociados na B3 e a tributação do imposto de renda é feita no resgate das cotas. 

Diferente do FIA, os clubes de investimento são administrados por uma corretora, ou outra intermediária financeira, podendo ou não contar com a presença de um gestor profissional. Regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os clubes de investimento normalmente são gerenciados pelos cotistas, que tomam suas decisões através de votações em assembleia geral.

Com um número mínimo de 3 participantes, podendo chegar até 50, os clubes de investimento são boas opções para pequenos investidores, que têm a oportunidade de adquirir e trocar conhecimento sobre o mercado de capitais e acessar ativos financeiros rentáveis.

Em síntese, podemos dizer que o clube de investimentos é mais informal que os fundos de ações, funcionando de maneira análoga a um bolão entre amigos, porém embasado no pensamento estratégico e no monitoramento do mercado.

Como funcionam os clubes de investimento?

Como mencionado acima, os clubes de investimento precisam seguir as regulamentações estabelecidas pela CVM, além das normas da B3. Assim, cada investidor adquire um número de cotas, cujo valor poderá ser recuperado posteriormente. O rendimento será proveniente da valorização dessas cotas.

Veja abaixo as regras de funcionamento do clube de investimentos:

  • Os cotistas podem ter até 40% das cotas do clube;
  • O clube pode ser gerenciado por um cotista. Porém, a administração do deve ser feita por profissional autorizado pela CVM;
  • A carteira do clube deve ser composta por, no mínimo, 67% de ações. O restante pode ser aplicado em derivativos ou fundos de renda fixa;
  • As transações devem ser feitas por uma corretora;
  • O clube deverá cumprir com todas as obrigações contábeis, incluindo relatórios de despesa e classificação de ativos e passivos.

Quais são as vantagens e desvantagens de investir em um clube?

Uma das principais vantagens de participar de um clube de investimentos é o compartilhamento de despesas. Como as taxas são divididas, a carga de gastos dos investidores é reduzida.

Também é um ponto positivo que o funcionamento do clube, que possui uma abordagem pedagógica para os participantes. Ali, eles podem buscar pelos melhores investimentos para o grupo, além de discutir as estratégias em conjunto.

Além disso, os clubes que não possuem um gestor profissional indicado por uma corretora não pagam as taxas de administração, sendo uma opção mais barata que o FIA.

A desvantagem é que, caso os investidores sejam inexperientes, terão mais dificuldades de conseguir montantes maiores, como os fundos de ações oferecem, já que não há a presença de um gestor profissional.

Diferenças entre o fundo de ações e o clube de investimentos

Agora que você entendeu o que são e como funcionam os clubes de investimento e os fundos de ações, veja o nosso resumo com as principais diferenças entre eles:

  • Os clubes de investimentos são limitados a 50 participantes; já os fundos de ações não possuem um limite máximo;
  • Os fundos de ações precisam ser registrados na CVM. Os clubes, por sua vez, não precisam do registro, mas devem apresentar um termo para que a regulamentação seja aprovada;
  • As cotas dos clubes não podem ser negociadas na bolsa de valores. Já nos fundos, os cotistas podem comprar ou vender suas cotas diariamente;
  • Os fundos de ações permitem modalidades diferentes para ativos financeiros distintos, incluindo investimentos apenas em produtos de renda fixa.

Vale lembrar que, por se tratarem de modalidades de renda variável, não há como definir qual deles apresenta maiores rendimentos. Tudo irá depender do perfil, objetivos e experiência dos investidores.

Conclusão

Depois de saber mais sobre as diferenças de fundo de ações x clubes de investimento, que tal ampliar os seus conhecimentos sobre renda variável? Aqui no blog da Akeloo você vai encontrar os melhores artigos para aprofundar seus conhecimentos e tirar todas as suas dúvidas. Confira!

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