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FIC: Tudo sobre Fundos de Investimento em Cotas

O Fundo de Investimento em Cotas pode ser uma boa pedida para os investidores que desejam construir um portfólio mais diverso com menos recursos. Saiba tudo sobre essa modalidade e considere incluir as cotas em sua carteira!

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 14/12/2020 às 9h00

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FIC: Tudo sobre Fundos de Investimento em Cotas

Os Fundos de Investimento são um tipo de aplicação que atrai múltiplos perfis por sua versatilidade. Dos conservadores aos mais arrojados, cresce o número de investidores que enxergam nos Fundos de Investimento a solução para ter uma carteira diversificada, sem ter que abrir mão de suas preferências no que diz respeito aos riscos e rentabilidade desejados. 

Afinal, cada fundo possui características próprias e conta com a expertise dos gestores para tomar as melhores decisões em nome dos cotistas. Com os Fundos de Investimento em Cotas isso não seria diferente, porém existem outros aspectos que devem ser considerados antes de optar por investir neles.

O objetivo deste artigo é apresentar os Fundos de Investimento em Cotas e como eles funcionam. Vamos falar sobre:

  • O que são Fundos de Investimento?
  • Quais são os tipos de Fundos de Investimento?
  • Como funcionam os Fundos de Investimento em Cotas?
  • Por que investir em um FIC?
  • Quais impostos incidem sobre os Fundos de Investimento em Cotas?

O que são Fundos de Investimento?

Como já falamos neste artigo, os Fundos de Investimento (FI) são aplicações financeiras formadas por várias pessoas que se juntam para investir em determinado ativo. Esses fundos são formados por administradoras que contam com especialistas para gerenciá-los. 

O gestor é quem toma as decisões em nome dos investidores, como a compra e venda dos ativos que compõem o fundo. A presença deste profissional é uma das vantagens de se investir em FI, especialmente para quem está dando os primeiros passos como investidor.

O gestor do fundo fica com a responsabilidade de cuidar das cotas e executar as operações, que continuam pertencendo a cada pessoa que comprou uma fração do fundo.

As cotas, aliás, recebem este nome por serem uma parte proporcional ao volume adquirido por cada investidor. Seu valor oscila diariamente, de acordo com a performance do fundo, e é possível adquirir cotas a preços baixos dependendo do FI escolhido.

É como se o fundo fosse um de condomínio: cada investidor é dono de uma parte (cota) e todos pagam as taxas de administração para que um especialista gerencie os investimentos. Neste sentido, o gestor atua quase da mesma forma que um síndico, pois ambos os papéis têm o propósito de zelar pelos cotistas e garantir que as melhores escolhas sejam feitas — no caso dos Fundos de Investimento, o propósito é garantir uma boa rentabilidade para os investidores.

Quais são os tipos de Fundos de Investimento?

Para responder a esta pergunta, é preciso ter em mente que o fundo funciona como uma carteira pré-selecionada. Isto quer dizer que um dos objetivos do fundo é oferecer diversificação para o investidor, reunindo ativos de modalidades diferentes para potencializar a rentabilidade dos cotistas.

Sendo assim, é comum encontrar Fundos de Renda Fixa que também tenham uma porcentagem das aplicações em renda variável, por exemplo. Até mesmo os Fundos de Ações costumam reunir ativos de outros tipos (como renda fixa), então vale a pena entender quais são as regras de cada tipo de fundo:

  • Fundos de Renda Fixa (FIRF): são fundos em que pelo menos 80% do patrimônio está alocado em ativos de renda fixa. Sua rentabilidade é influenciada diretamente pela taxa Selic e os títulos podem ser prefixados ou pós fixados. Embora os riscos desse fundo sejam atenuados em comparação aos Fundos de Ações, por exemplo, o retorno financeiro deles também é menor. A tributação incide sobre os rendimentos e é regressiva: quanto mais tempo investindo, menor a alíquota do Imposto de Renda. Dependendo do prazo da aplicação, a alíquota pode cair de 22,5% a 15%.
  • Fundos de Ações (FIA): recomendado para investidores com perfil mais agressivo, este tipo de fundo possibilita investir em ações sem ter que operar de forma avulsa na B3. A vantagem é que quem compra e vende os títulos é o gestor, cuja experiência costuma trazer uma rentabilidade bem maior do que as aplicações em renda fixa. Pelo menos 67% (ou dois terços) deste fundo deve ser composto por ações. O Imposto de Renda é sempre de 15% sobre os lucros.
  • Fundos Imobiliários (FII): Nos Fundos Imobiliários (FII), cada cota corresponde a uma parte de um imóvel (shopping centers, hospitais, cemitérios etc.) ou a um ativo ligado a um imóvel, como uma Letra de Crédito Imobiliário (LCI). Os Fundos Imobiliários são negociados na Bolsa de Valores e isentos de Imposto de Renda. Saiba mais sobre como investir em Fundos Imobiliários clicando aqui.
  • Fundos Cambiais (FC): São fundos em que ao menos 80% do patrimônio está ligado a investimentos em moeda estrangeira, sendo os mais comuns relacionados ao dólar. Assim como os Fundos de Ações, possuem alta volatilidade, mas via de regra se beneficiam da alta da moeda estrangeira, ao contrário da maioria dos valores listados na B3. Também possui alíquota regressiva na tributação que incide sobre os rendimentos.
  • Fundos Multimercado (FIM): São investimentos mistos, pois reúnem ativos de diversas naturezas, sem ter uma porcentagem mínima de aplicações em renda fixa ou variável. Os Fundos Multimercado combinam títulos de renda fixa, ações, investimentos no exterior, câmbio etc. É uma opção intermediária entre os Fundos de Ações e os de Renda Fixa, pois oferece maior rentabilidade sem aumentar tanto os riscos. A exemplo dos Fundos de Renda Fixa e Cambiais, a alíquota dos Fundos Multimercado é regressiva.
  • Fundos da Dívida Externa (ou Fundos de Investimentos no Exterior – FIE): Neste tipo de fundo, o principal ativo são os títulos da dívida externa brasileira. De acordo com as regras da Comissão de Valores Mobiliários, os FIE precisam ter, no mínimo, 80% de seus recursos em títulos da dívida externa emitidos pelo Governo Federal e negociados no mercado internacional. Os outros 20% podem ser aplicados em outros títulos de crédito, geralmente também no exterior. A tributação tem alíquota regressiva, variando de 22,5% a 15% de acordo com o prazo da aplicação.
  • Fundos Referenciados (REF): Como o próprio nome sugere, os Fundos Referenciados são aqueles que buscam obter a mesma rentabilidade do que uma dada taxa de referência. Entre os diversos índices utilizados pelo mercado financeiro, a taxa Selic e o CDI são as mais definidas como benchmarking por esse tipo de fundo. Isso significa que até 95% do patrimônio deve estar alocado em ativos que acompanhem a taxa de referência, característica que faz dos REF uma opção conservadora de investimento. Os impostos cobrados seguem as regras dos Fundos de Renda Fixa.
  • Fundos de Investimento em Cotas (FIC): Também chamados de Fundos de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento (FICFI), este tipo de fundo é o tema central do nosso artigo. Os FIC figuram como último item dessa lista por uma razão: sua lógica é um pouco distinta dos demais. Não é à toa que os FIC recebem a alcunha de “Fundo de Fundos”, pois os investimentos que integram seu patrimônio são justamente as cotas de outros fundos. Pode parecer confuso, mas continue lendo que vamos te explicar exatamente como os FIC funcionam para não restar dúvidas!

Como funcionam os Fundos de Investimento em Cotas?

O Fundo de Investimento em Cotas é um dos mais versáteis que existem, pois quem investe nele está, na verdade, investindo em cotas de outro fundo. Em certa medida, é uma “terceirização” das escolhas do gestor

Para esclarecer o funcionamento dos FIC, vamos considerar o seguinte exemplo: imagine que você tem R$ 1 mil reais para investir, mas não quer correr o risco de perder dinheiro com escolhas ruins. 

Pensando nisso, você decide procurar um investidor profissional para montar uma carteira de ativos que seja adequada ao seu perfil. Mediante o pagamento de uma taxa, este indivíduo será responsável por gerenciar suas aplicações e, se tudo der certo, transformar os R$ 1 mil reais iniciais em um valor maior.

Imagine agora que este profissional contratado por você resolveu transferir seus R$ 1 mil reais a três outros gestores, como forma de potencializar os ganhos com as aplicações. O dinheiro investido continua sendo seu, mas ao invés de estar apenas sob a tutela do primeiro gestor, ele passou a ser gerido por outras pessoas, que também possuem expertise em investimentos.

Dadas as devidas proporções, é assim que um Fundo de Investimento em Cotas funciona: ao optar por ele, você passa a investir em cotas de outros fundos de uma mesma categoria. Assim, um FIC que compra cotas de outros Fundos de Renda Fixa, por exemplo, deve ter pelo menos 95% do patrimônio em cotas de FIRF, segundo as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os 5% restantes podem ser alocados em outros ativos de renda fixa.

Por que investir em um FIC?

Apostar em um Fundo de Investimento em Cotas pode trazer uma série de vantagens para o investidor. Para começar, o fato de poder contar com o conhecimento avançado de um especialista para gerenciar os ativos já é um ponto positivo nos fundos de qualquer categoria. 

Ao optar por um Fundo de Investimento em Cotas, essa expertise é multiplicada pelo número de fundos — e, consequentemente, de outros gestores — que estão “dentro” das cotas de um FIC. Um dos melhores aspectos deste tipo de fundo é que o efeito desta multiplicação não se restringe ao número de gestores, mas representa ganhos reais que tornam o FIC mais atrativo por várias outras razões.

Diversificação

Os fundos de fundos trazem novos ativos para a mesa, permitindo que os cotistas possam ter acesso às escolhas e estratégias de outros gestores através de um mesmo fundo. Assim, ao invés de ter somente um fundo e um único ponto de vista, é possível diversificar a carteira com o mesmo aporte financeiro que seria utilizado em outra aplicação.

Praticidade

Como acabamos de dizer, o FIC oferece a facilidade de investir em vários ativos da mesma categoria ao mesmo tempo, dispensando a necessidade de fazer aplicações diferentes para cada fundo que seja do seu interesse. 

Outra vantagem é que o investimento mínimo para este tipo de fundo costuma ser bem menor do que os de boa parte dos Fundos de Ações, por exemplo. Quem tem pouco dinheiro para iniciar um aporte não precisa se preocupar em juntar a quantia mínima de alguns fundos mais conhecidos, podendo apenas adquirir as cotas de um FIC.

Rentabilidade

Os Fundos de Investimento podem apresentar maior ou menor rentabilidade, de acordo com a categoria escolhida. Este aspecto também está ligado ao perfil do investidor, mas uma coisa é certa: dá para aumentar a rentabilidade até mesmo em Fundos de Ações, já que a combinação de um ou mais fundos pode elevar os ganhos e atenuar os prejuízos, que serão diluídos na soma de todos os rendimentos.

Menos riscos

Com a distribuição dos ativos, os riscos de depender da rentabilidade de um só fundo diminuem, pois quando se trata de investimentos mais voláteis, há uma certa segurança em saber que nem todas as fichas estão alocadas ali. Outro ponto relevante é que o investidor não fica tão exposto quanto nos casos de investimento direto, o que se traduz como proteção de patrimônio e uma tranquilidade a mais, principalmente para os investidores de primeira viagem.

Quais impostos incidem sobre os Fundos de Investimento em Cotas?

A tributação dos Fundos de Investimento em Cotas obedece às categorias dos fundos cujas cotas são compradas. Um FIC que investe em Fundos de Ações segue a alíquota estabelecida para esta classe de investimentos, ou seja, terá um Imposto de Renda de 15% sobre os rendimentos.

No caso dos Fundos Multimercado ou de Renda Fixa, as mesmas regras se aplicam aos FIC: a alíquota é regressiva, começando com 22,5% (até 180 dias) e diminuindo à medida em que o prazo do investimento se estende, chegando ao seu valor mais baixo (15%) depois de 720 dias.

É importante ter em mente que, além dos impostos, outras tarifas e taxas podem ser aplicadas de acordo com a administradora do fundo. A dica é pesquisar bastante antes de escolher no que investir e conhecer as políticas de cada corretora. 

Conclusão

Se você procura uma forma inteligente de diversificar seus investimentos, os Fundos de Investimento em Cotas são uma boa pedida, já que por meio deles o investidor pode ter acesso a estratégias de outros gestores e ter uma carteira variada mesmo com um baixo investimento inicial.

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