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CRI e CRA – O que são e como funcionam esses títulos

Você já ouviu falar em CRI e CRA? Os Certificados […]

Por Rafael Marques

Publicado em: 5/10/2021 às 11h10

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CRI e CRA – O que são e como funcionam esses títulos

Você já ouviu falar em CRI e CRA? Os Certificados de Recebíveis são títulos de renda fixa isentos de imposto de renda para pessoas físicas, muitas vezes considerados mais rentáveis que as Letras de Crédito, as conhecidas LCI e LCA.

Em certo sentido, o CRI e o CRA se parecem com a LCI e a LCA: ambos são investimentos chamados de títulos securitizados, ou seja, são comercializados como promessas de pagamento e negociados no mercado financeiro.

No entanto, há também diferenças importantes. Por exemplo, quando as taxas de juros estão em queda, os Certificados de Recebíveis mostram-se como excelentes alternativas ao investidor que não encontra remunerações interessantes nas Letras de Crédito.

Para você entender de uma vez por todas o que são o CRI e o CRA e como eles funcionam, preparamos este artigo que irá solucionar as suas principais dúvidas. Veja abaixo os tópicos que serão abordados:

  • O que são os Certificados de Recebíveis?
  • O que é CRI?
  • O que é CRA?
  • Principais características do CRI e do CRA
  • Quais são os riscos de investir em CRI e CRA?
  • Quais são as taxas de investimento em CRI e CRA?

O que são os Certificados de Recebíveis?

Como adiantamos, os Certificados de Recebíveis são títulos de renda fixa criados para representar a promessa de um pagamento futuro, feito em dinheiro. São dois títulos disponíveis: o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

Portanto, quem adquire um desses títulos está comprando os rendimentos provenientes dos pagamentos de financiamentos feitos nestes setores. Isso significa que o investidor irá receber o valor investido mais uma remuneração do emissor do título na data de vencimento do papel.

O processo é simples: as empresas de crédito concedem financiamentos para empreendimentos imobiliários ou do agronegócio utilizando os Certificados de Recebíveis para antecipar os pagamentos. 

Para isso, elas contratam as companhias securitizadoras, que emitem os CRIs e CRAs — ou seja, transformam os créditos a receber em títulos, que serão negociados no mercado financeiro. 

A seguir, explicaremos mais detalhadamente o que é o CRI e o CRA para você entender melhor como eles funcionam.

O que é CRI?

O Certificado de Recebíveis Imobiliários é um título de crédito emitido pelas securitizadoras para grandes empreendimentos. Assim, uma construtora que esteja com o caixa baixo, por exemplo, pode fazer um acordo com o banco oferecendo uma promessa de pagamento da dívida para determinada obra, com base no quanto irá receber pela venda dos imóveis.

Por sua vez, o banco encaminha a promessa de pagamento para a securitizadora, que irá emitir o CRI e comercializá-lo como investimento. Em geral, o CRI pode ser lastreado em créditos imobiliários nos seguintes casos:

  • Financiamentos residenciais, comerciais ou para construção;
  • Contratos de financiamentos;
  • Contratos de aluguel de longo prazo;
  • Locação, arrendamento ou outras operações que utilizem imóveis como garantia de pagamento.

Os CRIs são investimentos de renda fixa isentos de imposto de renda para pessoa física.

Diferença entre CRI e LCI

Embora as Letras de Crédito Imobiliário também sejam investimentos de renda fixa, a diferença entre as LCIs e os CRIs é que as primeiras são usadas por instituições financeiras para captar recursos a fim de financiar operações imobiliárias.

Já os CRIs são títulos securitizados baseados nas promessas de pagamento. Outra distinção é que as LCIs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), enquanto os CRIs não.

O que é CRA?

Assim como os CRIs, os chamados Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) são títulos de renda fixa securitizados e isentos de imposto de renda. Neste caso, os CRAs são emitidos com base nas promessas de pagamento feitas por empresas que atuam no setor agrícola.

Os CRAs são lastreados em recebíveis provenientes da produção rural em negócios que envolvam financiamentos ou empréstimos ligados à comercialização, produção, beneficiamento ou industrialização de insumos agropecuários, máquinas e produtos.

Diferença entre CRA e LCA

Também como o CRI, o CRA é isento de imposto de renda, mas não possui garantia do FGC, como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

Além disso, as LCAs são comercializadas para que os bancos possam subsidiar operações no agronegócio. Já os CRAs são emitidos com base nas promessas de pagamento.

Principais características do CRI e do CRA

Saiba mais sobre as principais características dos Certificados de Recebíveis:

Rentabilidade

A rentabilidade do CRI e do CRA pode ser calculada a partir de três formas diferentes de comercialização: prefixada, pós-fixada e híbrida.

  • Prefixada: os lucros são definidos com base em uma taxa fixa de juros. É boa opção após ciclo de alta de juros;
  • Pós-fixada: a rentabilidade está vinculada a índices como o CDI ou a índices de preço como o IPCA e IGP-M. O primeiro caso é indicado em tendência de aumento de juros. Já a opção pelos índices de preço é recomendada para investidores de longo prazo;
  • Híbrida: a rendibilidade é calculada sobre a soma de uma taxa fixa de juros e um indicador de rentabilidade. É a melhor opção em casos de tendência de queda dos juros.

Liquidez

A liquidez do CRI e do CRA é baixa, inclusive no mercado secundário (compra e venda de títulos entre investidores). Assim, estes investimentos são mais indicados para quem pode manter a aplicação até a data de vencimento — é a única maneira do investidor receber todo o valor do rendimento acordado.

Portanto, é importante se atentar para o prazo: os títulos costumam contar com longos períodos até o vencimento, alguns chegando até a 15 anos. Quem precisar utilizar o dinheiro antes do prazo pode não encontrar vantagens neste tipo de aplicação.

Valor mínimo para aplicação

Oficialmente, não existe um valor mínimo para aplicação em CRI ou CRA. Dessa forma, existem alternativas acessíveis, com valores a partir de R$1 mil. No entanto, a maioria das ofertas no mercado variam entre R$5 e R$20 mil reais.

Quais são os riscos de investir em CRI e CRA?

Como mencionado anteriormente, tanto o CRI quanto o CRA não contam com a proteção do FGC. Assim, eles são considerados como investimento de maior risco. Isso porque os investidores dependem da quitação do débito das empresas que emitiram as promessas de pagamento.

Embora haja uma companhia securitizadora que transforma a dívida em títulos, esse tipo de instituição atua apenas na validação dos papéis, permitindo que eles sejam comercializados. No entanto, os riscos de calote são minimizados com as garantias oferecidas pelas empresas.

É importante ressaltar ainda que o pagamento dos investidores não está vinculado à securitizadora. Ou seja, quaisquer problemas financeiros que ela possa vir a ter não impactam no investimento.

Quais são as taxas de investimento em CRI e CRA?

Vimos que os CRIs e CRAs são isentos de imposto de renda para pessoa física. Além disso, os títulos também são isentos de IOF, de forma que a rentabilidade chega ao investidor de forma totalmente líquida.

A maioria dos Certificados de Recebíveis ainda são isentos de taxa de administração. Contudo, podem ser cobradas taxas de corretagem ou de custódia sobre as aplicações.

Conclusão

Antes de decidir aplicar em um CRI ou CRA, vale a pena analisar bem as características destes ativos e refletir se elas combinam com o seu perfil de investidor. Embora seja positivo variar a carteira, é importante verificar se o prazo definido atende às suas expectativas para o investimento valer a pena.

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