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Como investir em Bitcoin e outras criptomoedas: o guia

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 13/07/2021 às 10h48

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Como investir em Bitcoin e outras criptomoedas: o guia

Quem se interessa pelo mercado financeiro, com certeza já ouviu falar sobre as criptomoedas, as famosas moedas digitais. Dentre elas, a mais conhecida certamente é o Bitcoin, um criptoativo que existe apenas digitalmente e não é supervisionado por nenhum tipo de governo.

Enquanto para muita gente as criptomoedas são consideradas como um modismo para atrair especuladores interessados em tecnologia, cada vez mais investidores tradicionais e bem-sucedidos vêm se interessando em investir nos bitcoins. E isso tem dois motivos: o primeiro, o enorme potencial de lucro. Já o segundo é a necessidade de diversificação.

Pensando nisso, preparamos este guia voltado para quem está querendo entender melhor como investir em bitcoin e outras criptomoedas, mas ainda não sabe por onde começar e tem mais dúvidas do que certezas. Veja os assuntos que iremos abordar:

  • O que são criptomoedas?
  • A mineração de criptomoedas
  • Por que criptomoedas servem como investimentos?
  • Como investir em criptomoedas?
  • Quais são as desvantagens de se investir em criptomoedas?
  • Operações de criptomoedas pagam imposto de renda?

O que são criptomoedas?

Falando de maneira simplificada, criptomoedas são uma espécie de dinheiro inteiramente digital. A grande diferença entre esse tipo de moeda e aquelas com as quais convivemos diariamente é que as criptos não são emitidas por nenhum tipo de governo.

Fernando Ulrich, autor do livro Bitcoin: A Moeda Na Era Digital, explicou da seguinte maneira: “O que o e-mail fez com a informação, o Bitcoin fará com o dinheiro. Com o Bitcoin você pode transferir fundos de A para B em qualquer parte do mundo sem jamais precisar confiar em um terceiro para essa simples tarefa”.

Em outras palavras, se antigamente era necessário um serviço postal para mandar uma mensagem para alguém que estivesse distante, com o e-mail isso não é mais necessário. As moedas digitais funcionariam pela mesma lógica.

Como você pode perceber, a criptomoeda mais conhecida é o bitcoin, que se tornou tão famoso que, muitas vezes, as pessoas usam essas palavras como sinônimos. Mas não são exatamente. Vem entender melhor o que é o bitcoin:

Bitcoin

Como você viu, o bitcoin (BTC) é a moeda digital mais conhecida do mercado. Criada em 2008, foi o primeiro sistema de pagamentos descentralizado utilizado em escala global. Surgiu a partir da crise financeira que abateu o mercado americano naquela época, com o objetivo de substituir o dinheiro de papel e extinguir a intermediação de bancos em operações financeiras.

Com um limite de tamanho de bloco de 1MB, o bitcoin demanda uma grande quantidade de tempo para o processamento de cada operação e suas taxas são elevadas.

Bitcoin Cash

Bitcoin Cash (BCH) é uma nova versão do bitcoin. Criada em 2017, ela foi pensada como uma moeda digital que aperfeiçoasse a original. Assim, ela possui um tamanho de bloco de 8MB, de forma que as transações ocorram de forma mais ágil, e conta com taxas mais baixas.

Outras das principais criptomoedas utilizadas no mercado são:

  • Ethereum (ETH)
  • Tether (USDT)
  • Ripple (XRP)
  • Litecoin (LTC)

A mineração de criptomoedas

Mineração é um termo usado entre usuários de criptoativos que pode ser um pouco complexo de compreender. Em primeiro lugar, é importante saber que moedas digitais, como o bitcoin, representam um código que não pode ser alterado. Suas transições são todas protegidas por criptografia.

Assim, como não existe a regulamentação de governos e autoridades para essas transações, elas são registradas e validadas uma por uma por várias pessoas, que as registram no chamado blockchain.

O blockchain

O blockchain nada mais é do que um gigantesco registro das transações com criptomoedas. Como coloca Ulrich em seu livro, estamos falando de um banco de dados público, onde consta o histórico das operações feitas com cada unidade de bitcoin (ou outras criptomoedas). 

Cada nova transação é verificada, de forma a garantir que os mesmos bitcoins não tenham sido usados anteriormente por outro investidor. Assim, as pessoas que registram as transações no blockchain são os chamados mineradores.

A partir dos seus computadores, eles fornecem a capacidade de processamento necessária para registrar e conferir as operações feitas com as moedas digitais, em troca de novas unidades de bitcoins.

Dessa maneira, são criados novos bitcoins de acordo com os milhares de computadores que compõem a rede capaz de verificar a validade das transações incluídas no blockchain.

Em resumo, a mineração seria a criação de novas unidades de determinados tipos de moedas digitais, como os bitcoins. No entanto, sua capacidade é limitada.

Por que criptomoedas servem como investimentos?

Em primeiro lugar, porque elas podem ser utilizadas da mesma maneira que o dinheiro físico. É importante entender que suas três principais funções são:

  • Facilitar as transações comerciais, servindo como meio de troca;
  • Preservação do poder de compra no futuro, reservando valor;
  • Servindo como unidade de conta, quando produtos são precificados em função das moedas digitais.

Em segundo lugar, porque cada vez mais vem aumentando a procura por investimentos não tradicionais. Assim, os investidores estão se interessando pelas criptomoedas porque elas são opções que podem ser descorrelacionadas das suas carteiras caso a aversão a risco suba.

Isso significa uma redução maior do risco da carteira. Portanto, os especialistas recomendam que os investidores utilizem criptomoedas para diversificar suas carteiras, sem aumento desproporcional de riscos.

Ainda assim, as assessorias de investimento indicam cautela a quem quiser se aventurar neste tipo de ativo. Segundo elas, as criptomoedas podem ser consideradas como ativos alternativos, ou seja, um agrupamento de vários produtos.

Assim, elas seriam recomendadas para investidores de perfil moderado ou agressivo, devido à sua volatilidade.

Como investir em criptomoedas?

Quem está pensando em investir em criptomoeda, deve saber que há algumas maneiras diferentes de fazer. Confira:

Compra e venda

Uma das mais simples é através da compra e venda de fundos de criptomoedas. Isso porque, desde 2018, os fundos no Brasil são autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a investir diretamente em criptomoedas no exterior, seja através da compra de derivativos ou de cotas de outros fundos.

Assim, as carteiras são distribuídas pelas corretoras e plataformas de investimento. Normalmente, é possível acessá-los com valores baixos, de até R$5.000. Uma vez que são administrados por gestores experientes, investir em criptomoedas por meio dos fundos pode ser uma maneira segura para quem prefere não fazer isso sozinho.

Corretoras

Outra maneira de investir em bitcoins e outras moedas digitais é através de corretoras ou plataformas especializadas. Conhecidas como exchanges, há casas no Brasil especializadas neste serviço

Para fazer isso, você deve abrir uma conta na exchange e preencher um cadastro com todos os seus dados pessoais. Provavelmente, você deverá levar algum documento que comprove a sua identidade.

Em algumas corretoras, há mecanismos extras de proteção. Além das senhas, elas também contam com tokens, que devem ser devidamente ativados. Feito isso, você já pode transferir dinheiro para a sua conta e começar a operar.

Outras formas de se conseguir bitcoins incluem:

  • Vendendo produtos ou serviços e aceitando moedas digitais como pagamento;
  • Minerando as moedas digitais.
  • Ganhando bitcoins em jogos e sites.

Alta volatilidade

Como adiantamos, um fator que o investidor deve ter atenção ao lidar com as criptomoedas é a sua volatilidade, ou seja, os movimentos bruscos em sua cotação.

Recentemente, o banco JP Morgan fez uma análise em que constatou que a volatilidade do bitcoin havia alcançado 87% em três meses, contra 16% do ouro, ativo com o qual o bitcoin costuma ser normalmente comparado.

Assim, a recomendação dos especialistas é a de que a exposição às criptomoedas seja feita com cautela. Na Valor Investimentos, é sugerido ao cliente uma alocação de até 1% do capital em ativos digitais para quem tem perfil moderado. Já para os mais agressivos, essa alocação pode ser entre 1% a 5%. 

Já na Criteria Investimentos, o limite sugerido aos clientes é uma alocação de 0,5% a 1% da carteira. Mais do que isso, o investidor deverá assumir o risco por conta própria.

Em outra casa, a Veedha, a sugestão é uma exposição de 2% ou 3% a quem estiver interessado em investir em bitcoins.

Exposição limitada

Como você viu, quem está começando a querer entrar no universo dos bitcoins deve ter uma exposição limitada aos criptoativos. Para grande parte dos especialistas, incluindo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), Rodrigo Monteiro, este tipo de investimento deveria representar, no máximo, 5% da carteira.

Uma regra de bolso sugerida é usar o retorno da renda fixa como referência para definir o valor a ser aplicado em criptomoedas. Uma vez que nesse tipo de investimento é possível conseguir, na melhor das hipóteses, 2% ao ano segundo o patamar dos juros atual, a sugestão seria separar uma quantia equivalente para as moedas digitais.

Quais são as desvantagens de se investir em criptomoedas?

Sendo ativos recentes, e com um funcionamento bastante sofisticado, as criptomoedas geram inúmeras dúvidas em quem quer entender melhor como operá-las. Entenda algumas das desvantagens deste investimento:

Aceitação

Como são poucas as pessoas que conhecem e usam as criptomoedas, também não há muitos estabelecimentos que as aceitem como forma de pagamento. Logo, o grau de aceitação é bem baixo e pode não compensar se comparado ao dinheiro físico.

Volatilidade

Como nós já informamos, os ajustes de preços nos bitcoins são elevados e frequentes. O motivo para isso é porque, como as criptomoedas estão ganhando novos usuários, o ativo acaba sendo sobrevalorizado.

Embora alguns analistas acreditem que o amadurecimento do mercado e o estabelecimento do sistema tenderão a reduzir a volatilidade com o tempo, nada ainda é muito certo. Portanto, é recomendado ter cautela.

Segurança

Um fator de preocupação para os usuários de bitcoins é que eles podem ser “apagados”, ou perdidos, caso não haja um controle cuidadoso do arquivo digital. Caso isso aconteça, todo o dinheiro também estará perdido, assim como na moeda física.

Apesar das carteiras de moedas digitais serem protegidas por criptografia, é responsabilidade do usuário ativá-la. Se isso não for feito, os bitcoins podem simplesmente ser roubados por um malware. 

A mesma regra vale também para as casas de câmbio de moedas digitais, que precisam contar com esquemas precisos de segurança para se proteger da ação de hackers, que não são incomuns.

Operações de criptomoedas pagam imposto de renda?

Em geral, sim. Segundo as normas da Receita Federal, as moedas virtuais são consideradas como ativos financeiros e devem ser tributadas de acordo com o seu valor de aquisição, da mesma maneira que os bens materiais.

Os lucros com bitcoins e outras criptomoedas são tributáveis nos casos em que a alienação tenha sido feita por montantes maiores que R$35 mil. Vendas mensais abaixo desses valores são isentas de tributação.

Contudo, vale lembrar que a declaração no IR é obrigatória quando o valor de aquisição dos ativos superar os R$1 mil.

A alíquota do IR sobre criptomoedas

A alíquota do IR sobre moedas digitais é de 15% sobre o lucro de quem obtiver ganhos de até R$5 milhões. Porém, ela aumenta gradativamente de acordo com os valores.

Confira como funciona o aumento progressivo do imposto de renda sobre os lucros com bitcoins:

  • Até R$ 5 milhões: alíquota de 15%
  • Entre R$ 5 milhões a R$ 10 milhões: alíquota de 17,50%
  • Entre R$10 milhões a R$ 30 milhões: alíquota de 20%
  • Acima de R$30 milhões: alíquota de 22,50%

Quem, por algum motivo, atrasar o pagamento do IR sobre criptomoedas, irá arcar com uma multa de 0,33% ao dia, até o limite de 20%, mais juros de 1% ao mês.

Embora não haja um órgão oficial que controle a emissão das moedas virtuais, o que significa que não há uma regra legal de conversão de valores para fins tributários, a Receita Federal recomenda que o usuário de bitcoins guarde toda a documentação que comprove a autenticidade dos valores.

Conclusão

Cada vez mais cresce a procura pelos bitcoins e o investidor interessado neste ativo deve procurar se manter atento às complexidades do sistema das criptomoedas. 

Além disso, quem pensa em investir em moedas digitais deve conhecer as regras da Receita Federal para o pagamento e declaração dos criptoativos no Imposto de Renda. Por isso, não deixe de ler nosso post sobre imposto de renda sobre criptomoedas e ficar por dentro de tudo sobre o assunto!

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