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COE – O que é o Certificado de Operações Estruturadas

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 23/03/2022 às 10h17

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COE – O que é o Certificado de Operações Estruturadas

Você sabe o que é o COE – Certificado de Operações Estruturadas?

Então fique atendo nesse artigo que iremos mostrar:

  • O que é e como funciona o COE;
  • Modalidades básicas;
  • Características gerais;
  • Principais vantagens;
  • Desvantagens;

O que é e como funciona o COE

O COE foi criado no Brasil pela Lei 12.249 de 2010. Em setembro de 2013 ele foi regulamentado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e sua primeira emissão foi em 6 de janeiro de 2014. Em 2015 o COE ganhou a regulação da CVM (Comissão de Valores Imobiliários) e teve sua penetração aumentada no mercado financeiro, sendo distribuído por vários bancos e corretoras.

O COE funciona como um título de investimento semelhante às notas estruturadas, muito conhecidas no mercado internacional. A ideia primária é ser um híbrido, um misto entre renda fixa e renda variável, sendo sua função básica a captação monetária para a entidade emissora. Com isto, ao comprar um COE você estará emprestando dinheiro para o banco emissor da operação.

Modalidades básicas

Existem duas modalidades básicas de COE:

1 – Valor Nominal Protegido: Nessa modalidade o investidor tem a garantia de receber, pelo menos, 100% do valor principal investido, isto é, o investidor não tem risco de perda financeira. Se após o vencimento do título a parte variável do investimento não der lucro o investidor recebe seu investimento de volta, sem nenhum lucro ou prejuízo, só perdendo o custo de oportunidade, isto é, de deixar o dinheiro “parado” por aquele tempo.

2 – Valor Nominal em Risco: Nessa modalidade o investidor tem o risco de perda até o limite do capital investido, isto é, ele pode perder todo o capital investido, mas nunca perde mais do que investiu.

Características gerais

Em ambas modalidades de COE há uma certa segurança no investimento. Ou o investidor só perde o custo de oportunidade e recupera 100% do investimento inicial sem lucro ou perde todo o capital investido, mas sem nunca ficar negativo ou devendo.

Cabe ressaltar que a grande maioria dos COEs emitidos são do tipo de capital protegido, mas é fundamental o investidor ficar atento ao DIE ou Documento de Informações Essenciais, pois é através dele que todas as informações sobre o produto são detalhadas, tais como: a rentabilidade esperada, o prazo de investimento, a modalidade do COE, o banco emissor, as regras de ganhos e perdas, a garantia do COE além dos ativos que compõe o produto. É necessário ficar atento também ao suitability que consta no DIE, pois é através dele que fica claro para qual perfil de investidor aquele COE foi montado.

Quando falamos em rentabilidade esperada temos que levar em conta que assim como o COE, principalmente os de capital protegido, tem um piso de segurança, ele também possui um teto de rentabilidade. O banco emissor cria cenários de desempenho do produto através de um ativo ou indexador, que será a parte variável do COE. Portanto, um COE é sempre atrelado a uma cotação, de sua parte variável, e é essa cotação que estabelece o teto de rentabilidade.

Vamos supor então que um investidor comprou um COE indexado ao ouro com limite de rentabilidade de 25%. Agora vamos supor que no vencimento do contrato o ouro subiu 30%, nesse caso o investidor receberá o capital investido mais 25% da rentabilidade combinada.

Por outro lado, suponhamos que no vencimento do contrato o ouro caiu 10%. Nesse caso o investidor iria receber somente o capital investido de volta sem perdas ou ganhos.

Atualmente, a maioria dos COEs montados no mercado são de capital protegido com investimento inicial mínimo de 10 mil reais e prazo de vencimento entre 2 e 3 anos.

Principais vantagens

A possibilidade de ganhos expressivos sem risco de perdas é certamente um dos maiores atrativos desse tipo de produto.

Outras vantagens que devem ser levadas em conta são:

  • Internacionalização: possibilidade de investir em ativos no exterior, como ações ou commodities, sem a necessidade de abrir uma conta no exterior e sem se preocupar com a conversão de câmbio.
  • Sensação de segurança: como a maioria dos COE são de capital protegido, é uma ótima opção para quem quer diversificar, mas tem medo de perder dinheiro.
  • Riscos variados: como existem muitas opções de montagem de COE existem diferentes níveis de risco para diferentes perfis de investidor.
  • Tributação: Mesmo estando em mais de um ativo o COE possui tributação única pela tabela regressiva de Imposto de Renda e quando do vencimento, em caso de lucro, o investidor já recebe seu capital de volta descontado de Imposto de Renda.

Desvantagens

Por outro lado, o COE também possui alguns risco e desvantagens, tais como:

  • Sem garantias: Não possui garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Se o emissor dos ativos contidos no COE quebrar não há garantia do retorno do capital investido, ou pode demorar muito tempo.
  • Falta de liquidez: Na maioria dos COE o investidor só consegue resgatar o investimento no prazo de vencimento do produto e o dinheiro fica “preso” durante todo o processo. Caso o investidor necessite sacar antes do vencimento pode ter que vender o produto com deságio para o próprio emissor.
  • Limite máximo de ganho: Assim como possuem o capital protegido, a maioria dos COE possuem barreiras de rentabilidade máxima.

Conclusão

São tantas opções nos dias de hoje, com produtos indexados a ações brasileiras, estrangeiras, moedas, petróleo, juros americanos e tantos outros, que a melhor decisão para investir em COE é estudar bem as alternativas disponíveis no mercado, sempre levando em conta os riscos envolvidos e seu perfil de investidor.

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