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Balanceamento de carteira: entenda a importância dessa estratégia

Entenda a importância do balanceamento de carteira para o investidor que deseja manter seu patrimônio em equilíbrio e saiba como traçar uma estratégia simples e segura

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 24/12/2020 às 9h00

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Balanceamento de carteira: entenda a importância dessa estratégia

Você já tentou fazer algo sem se planejar com certa antecedência? Pode ser que dê tudo certo e a experiência seja um sucesso. Mas também podem acontecer uma série de imprevistos que irão prejudicar o seu objetivo final. 

Assim também acontece no mundo dos investimentos. Quando o investidor não se planeja e, assim, não possui objetivos concretos que sirvam como referência, a situação pode fugir do controle. São nessas horas que ele se desespera e acaba tomando decisões impulsivas, como a realização do prejuízo de um ativo que está se desvalorizando drasticamente, por exemplo. 

Dica Akeloo: o acompanhamento ativo da sua carteira de investimentos permite que você esteja sempre por dentro da situação do momento e evita surpresas no futuro. A Akeloo pode te ajudar a facilitar esse processo

É por isso que o balanceamento de carteira é tão importante. Após fazer seu planejamento, é importante tentar segui-lo o máximo possível e isso envolve rebalancear os ativos de tempos em tempos. 

Se o conceito e a forma de como fazer isso ainda não ficaram claros para você, continue a leitura que vamos explicar tudo. Neste texto você vai conferir a resposta de algumas questões muito importantes, como: 

  • o que é o balanceamento de carteira 
  • por que o balanceamento de carteira é tão importante?
  • afinal, quando é necessário refazer o balanceamento?
  • 6 dicas de como fazer o balanceamento 

O que é o balanceamento de carteira? 

Você já deve ter ouvido muito falar por aí que equilíbrio é tudo. Para além do mundo dos investimentos, podemos perceber isso em diversas áreas do nosso cotidiano. 

Para ter uma alimentação saudável, com todos os nutrientes que precisamos para manter o nosso corpo funcionando em sua capacidade máxima, é preciso diversificar a qualidade e a quantidade dos alimentos que consumidos. 

Comer apenas carnes, ou apenas vegetais e legumes, ou apenas grãos e cereais, por exemplo, é uma péssima ideia, certo? Para alcançar o objetivo do corpo saudável, precisamos variar entre todos esses alimentos (e muitos outros que ficaram de fora desse exemplo, claro!). 

A nossa carteira de investimentos pode ser pensada como um cardápio alimentar. Assim como nosso corpo pede diversificação de alimentos para que possamos ter acesso a todos os nutrientes, assim a nossa carteira precisa ter acesso aos mais diversos tipos de ativos para ser saudável, forte e robusta. 

Neste ponto entra o balanceamento de carteira. A estratégia consiste em colocar em prática, dentro da sua carteira, o seu perfil de investidor (que pode ser conservador, moderado ou arrojado) e adequar a quantidade dos ativos que você já possui ou que pretende adquirir de acordo com os percentuais médios estipulados pelo perfil

Se você já possui uma conta em alguma corretora, com certeza já fez o teste para descobrir qual seu perfil, já que essa informação é tão importante que é obrigatória em grande parte das instituições financeiras. 

Mas se você ainda não fez ou se gostaria de refazer, saiba que é muito importante que você conheça agora mesmo qual o seu perfil de investidor. Além de fazer o teste, também sugerimos alguns percentuais de alocação que se adequam ao seu apetite (ou não) ao risco. 

O balanceamento da carteira na prática

Essa teoria fica mais fácil de entender quando aplicada em uma situação prática, então vamos a um exemplo. 

Supondo que o seu perfil de investidor seja Moderado, a sugestão é aplicar 30% em ativos arriscados, como os de renda variável, e o restante, 70%, em ativos mais moderados e conservadores, como fundo imobiliários e os de renda fixa. 

Em uma situação otimista, em que o mercado se encontra em momento de confiança, os ganhos com Bolsa tendem a disparar. Isso significa que o seu patrimônio vai se valorizar e provavelmente ultrapassará a porcentagem dos 30% iniciais. 

A fim de manter a carteira balanceada e adequada ao perfil do investidor, existem duas possibilidades: vender as ações (e reinvestir o lucro na renda fixa) ou não vender e fazer um aporte nos ativos moderados e conservadores para que seja possível voltar à porcentagem inicial.   

Por que o balanceamento de carteira é importante?

Tendo a noção de equilíbrio em mente, o investidor consegue se beneficiar de todos os momentos de mercado, pois vende ativos quando eles estão valorizados (obtendo, assim o lucro) para comprar outros que, naquele momento, estão desvalorizados e por isso apresentam preços menores.

Além disso, o balanceamento constante da carteira — é importante que ela seja revisitada pelo menos uma vez ao ano, mas o ideal é tentar acompanhá-la constantemente — permite uma melhor rentabilidade no longo prazo. 

Isso porque, estando com a carteira sempre atualizada, o investidor não corre o risco de perder as melhores oportunidades quando elas ainda eram pouco conhecidas, pois está sempre de olho nas possibilidades que trarão mais benefícios no futuro.

Além da vantagem de sempre manter uma carteira que se adeque ao perfil do investidor, o balanceamento constante dos investimentos possibilita uma maior diversificação dos mesmos, já que quanto mais diversos, mais os ativos se complementam e possibilitam ganhos nas mais diversas situações macro e microeconômicas que possam afetar os mercados. 

Mais um exemplo prático sobre a importância do balanceamento de carteira

Durante o auge da crise (também) econômica gerada pelo Coronavírus, em março e abril de 2020, por exemplo, o investidor que possuía investimentos em ouro e dólar (comumente usados para proteger a carteira, já que são ativos que se beneficiam frente à desvalorização do real) viu esse ativo se valorizar bastante em um intervalo curto de tempo. 

Nesse caso, a fim de rebalancear a carteira, o ideal era vender o lucro para retornar o ativo ao percentual recomendado de ouro e dólar na carteira (de 5 a 7%) e reinvestir no mercado de renda variável, por exemplo, que presenciou quedas na Bovespa de cerca de 20% em questão de poucos dias. 

Assim, o investidor que refez o balanceamento da sua carteira dessa forma pôde aproveitar para comprar, por um preço bem abaixo de mercado, várias ações de empresas que inclusive já voltaram a apresentar resultados positivos no final de 2020. 

Afinal, quando é preciso refazer o balanceamento? 

Além de ser importante refazer sempre que as proporções ficam desequilibradas, existem alguns outros fatores que podem influenciar. Alguns deles são, por exemplo: 

Quando há mudanças nos seus objetivos futuros 

A necessidade de investir existe, dentre diversos outros fatores, porque é natural que o ser humano busque o mínimo de segurança e previsibilidade para o futuro. 

Quando temos uma viagem programada ou pretendemos comprar um carro num futuro próximo, por exemplo, não é interessante que o dinheiro reservado para esse plano fique em um ativo de risco e de alta volatilidade, certo? 

Como o mercado varia muito, pode ser que, justo no momento em que você precise resgatar o patrimônio, o ativo esteja em um momento de desvalorização. Nesse caso, você precisaria realizar o prejuízo e poderia até acontecer de o dinheiro não ser suficiente. 

Nesses casos, é interessante que o investidor refaça o balanceamento da carteira a fim de mover pelo menos uma parte de seu patrimônio para ativos mais seguros e previsíveis, garantindo a integralidade do valor. 

A situação contrária também deve ser considerada; se não há planos no curto prazo, é mais interessante manter o patrimônio em ativos mais arriscados, mas que rendem mais, pois são nesses momentos em que o dinheiro mais vai trabalhar a seu favor. 

Para diversificar a liquidez dos ativos 

Outro ponto a ser observado é sobre a liquidez do ativo. 

A liquidez diz respeito ao tempo que determinado ativo levará para estar disponível na sua conta na corretora quando você solicitar o resgate. 

Existem os ativos de liquidez diária e os que podem demorar vários dias para serem recuperados (como no caso de alguns fundos de investimento). Se por um lado essa carência é positiva, pois evita que o gestor precise se desfazer de forma abrupta dos ativos, sujeitando-os, assim, ao momento de mercado, por outro lado pode ser ruim para o investidor caso ele esteja precisando do dinheiro com urgência. 

Assim, é preciso diversificar a carteira também levando em consideração esse fator. Recomenda-se que a reserva de emergência, por exemplo, seja aplicada no Tesouro Selic ou em um Fundo Taxa Zero que invista no Tesouro Selic, pois esses dois ativos possuem liquidez diária e permitem que o investidor recorra a esses valores a qualquer momento. 

Para diversificar os indexadores dos ativos 

Outro fator importante, e que também está diretamente relacionado à diversificação da carteira, diz sobre os indexadores aos quais estão atrelados os ativos.

Os indexadores econômicos são índices que servem como referência para o rendimento de um ativo, normalmente os de renda fixa. 

Se todo o seu patrimônio estiver vinculado ao CDI, por exemplo, uma corte na taxa de juros faz com que toda sua carteira se desvalorize. Por outro lado, ativos prefixados irão se beneficiar desse mesmo corte, então ter os dois tipos de investimento permite que a carteira permaneça em equilíbrio.

Para resumir: 5 dicas de como fazer o balanceamento da carteira 

Para facilitar esse processo, separamos algumas dicas práticas para te ajudar. Dá uma olhada: 

Leve em conta o perfil do investidor

Já insistimos bastante nesse tópico, mas vale repetir para você não se esquecer: sempre leve o seu perfil de investidor em consideração. 

O resultado desse teste diz, dentre outros fatores, sobre o seu apetite ao risco, ou seja, o quanto você (e isso inclui principalmente o seu psicológico) aguenta arriscar o seu patrimônio, e muitas vezes perder alguma porcentagem dele, para obter ganhos melhores no futuro. 

Nem todo investidor consegue lidar com essa situação, então é mais sábio respeitar seus limites e começar aos poucos para evitar o desespero em situações difíceis. 

Redistribua o patrimônio 

Sempre que uma categoria de ativos se valorizar e ultrapassar a porcentagem inicial combinada, veja se vale a pena resgatar para aplicar em outra categoria que se encontra desvalorizada. 

Assim, você vende um ativo na alta (ou seja, você realiza o seu lucro) e compra outro ativo na baixa (por um preço menor do que ele vale, o que super vantajoso para você).  

Faça aportes frequentemente 

Se você não quiser redistribuir o patrimônio, uma solução é fazer novos aportes a fim de alcançar o mesmo objetivo: reequilibrar a carteira. 

Além disso, o crescimento de patrimônio é feito aos poucos e exige disciplina.

Defina uma estratégia

Além de levar o perfil de investidor em consideração, busque ter uma estratégia definida. 

Evite investir apenas em ativos de curto prazo ou apenas nos de longo prazo; assim, você ganha diversas oportunidades ao longo do tempo, nem vivendo apenas o presente e nem esperando um futuro que, dependendo dos seus parâmetros, pode nunca chegar. 

Proteja a sua carteira 

Existem duas formas de proteger seu patrimônio. A primeira delas é ter uma reserva de emergência consolidada e investida em um ativo seguro e de alta liquidez. Ela vai garantir que você não haja por impulso numa situação de incerteza, pois você sabe que existe uma parte do seu patrimônio que está segura e pode ser resgatada a qualquer momento. 

A segunda forma é através dos investimentos em ouro e dólar, como já explicamos ao longo do texto. 

Diversifique os investimentos

Para o final, uma dica fundamental: nunca invista todo o seu dinheiro em apenas um ativo. Mesmo que naquele momento um determinado ativo pareça super tentador e prometa ganhos estratosféricos, deixar todo o seu patrimônio em um lugar só pode ser muito problemático.  

Pense seus investimentos como se fossem uma cesta de ovos: se qualquer acidente acontecer com ela enquanto todos os ovos estiverem lá dentro, todos eles estarão perdidos. Recomeçar do zero é muito mais difícil, né?

Conclusão 

O balanceamento de carteira é fundamental para o investidor que busca investir com mais segurança e estabilidade e pode ser feito seguindo algumas dicas bem simples. Além disso, esse movimento potencializa o aumento do seu patrimônio e permite que você consiga tirar o melhor dos mais diversos momentos de mercado. 

Aqui na Akeloo, buscamos sempre te ajudar a resolver problemas e questões que parecem super complicadas de uma forma simples e fácil. Acompanhando o nosso Instagram e o nosso blog você recebe os melhores conteúdos, explicados de forma didática e sem “econômiques”. Incrível, né?

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