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Análise Bottom-up: entenda o conceito desta análise fundamentalista

Por Equipe Akeloo

Publicado em: 14/03/2022 às 9h25

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Análise Bottom-up: entenda o conceito desta análise fundamentalista

Saiba em quais situações esse tipo de análise pode te ajudar a escolher melhor os seus investimentos em ações

Você já ouviu falar da análise bottom-up? Trata-se de um método fundamentalista usado para avaliar empresas, enfatizando seus indicadores e especificidades e deixando em segundo plano os ciclos macroeconômicos e de mercado.

Esse tipo de análise permite um raio-x completo da empresa detentora das ações e detalha, de forma minuciosa, os múltiplos da companhia. Dessa forma, os investidores podem tomar decisões com embasamento técnico na realidade da empresa. 

Outra abordagem é a chamada análise top-down, a qual foca prioritariamente em fatores macroeconômicos. As duas são bastante diferentes, mas possuem um objetivo em comum: identificar quais são as melhores oportunidades de investimento no mercado de ações. 

Neste texto, vamos explicar o que é a análise bottom-up, como ela funciona, em quais situações ela pode ser aplicada e muito mais: 

  • O que análise bottom-up? 
  • Como funciona a análise bottom-up? 
  • Quando a análise bottom-up pode ser utilizada?
  • Quais as vantagens e desvantagens da análise bottom-up?

O que é análise bottom-up? 

Análise bottom-up é um método de avaliação qualitativa que, no contexto do universo dos investimentos, busca definir o valor de uma ação para o mercado. 

Bottom-up é uma expressão em inglês que pode ser traduzida como “de baixo para cima”. Como o significado sugere, essa abordagem define que a análise será iniciada por uma base até chegar ao topo.

Nesse sentido, ao avaliar o potencial de rentabilidade de uma ação, essa análise tem como foco o estudo detalhado da empresa, sem enfatizar aspectos macroeconômicos, ou seja, relativos ao contexto financeiro de todo o mercado. 

Sendo assim, o foco dessa análise é uma empresa específica e não o setor em que a empresa opera. De certa maneira, isso pressupõe que algumas empresas podem apresentar bons resultados, ainda que atuem em setores menos favorecidos. 

Análise bottom-up x análise top-down

Outro tipo de análise bastante comum no mercado financeiro é a análise top-down. De certa maneira, essa abordagem funciona de forma contrária à bottom-up, já que o foco são os fatores macroeconômicos. 

O objetivo dela é visualizar um panorama geral para entender como o ambiente econômico impulsiona os mercados e os preços das ações.

Como funciona a análise bottom-up?

O investidor que opta por fazer uma análise bottom-up precisa levar em conta uma série de informações que são importantes para que essa abordagem dê o resultado esperado, ou seja, defina o real valor de uma ação para o mercado. 

Por isso, é necessário que seja feito um estudo amplo dos fatores ligados à empresa que será analisada. A fonte para essa etapa está nos balanços financeiros que as empresas realizam periodicamente. 

Também é importante analisar dados como o endividamento, o fluxo de caixa e a distribuição de dividendos. 

A partir daí, a análise busca compreender o mercado no qual a empresa em questão está inserida, levando em conta um panorama econômico maior. 

Nesta etapa, é importante comparar a empresa com outros negócios que atuam no mesmo setor, buscando mapear vantagens e desvantagens das opções escolhidas para se investir. 

Este também é momento de compreender a situação econômica vivida pelo país e pelo mundo como um todo. É importante levar isso em conta e de que maneira isso impacta a empresa, especialmente no médio e longo prazo. 

Em linhas gerais, a análise bottom-up começa a partir de diversos indicadores internos de uma instituição, o que envolve demonstrativos financeiros e balanços, além do comportamento da concorrência, o histórico de funcionamento, a qualidade da administração e a perspectiva de crescimento. Após analisar essas informações é que o investidor passa a examinar os fatores macroeconômicos.

É importante ter em mente que as empresas podem ser enquadradas em três tipos de classificação: 

Defensivas

As empresas defensivas são caracterizadas por serem pouco afetadas pelos ciclos econômicos. Esse tipo de empresa produz bens de consumo não duráveis, como alimentos e medicamentos. 

São negócios que costumam manter receitas e estruturas mesmo quando a economia está em recessão. Sendo assim, eles também não costumam ter grandes saltos de expansão de forma contínua.

Cíclicas

Diferente das empresas defensivas, as empresas cíclicas são muito afetadas pelos ciclos econômicos. Esse tipo de empresa produz bens duráveis, como automóveis e imóveis, por exemplo. 

São negócios que são afetados pelo grau de expansão da atividade e, assim, são valorizados quando o PIB está em crescimento, mas perdem valor quando a economia perde ritmo.

Em crescimento

As empresas em crescimento são aquelas que aproveitam novas oportunidades e crescem sem levar em conta as fases do ciclo econômico. Elas crescem mais rápido do que a economia e geralmente investem em tecnologia, desenvolvimento e pesquisa. 

Elas podem até operar com caixa negativo e pagar pouco ou nenhum dividendo, mas o potencial de valorização a longo prazo pode ser um atrativo. Nesse universo, se enquadram empresas de biotecnologia, tecnologia, entre outras.

Quando a análise bottom-up pode ser utilizada?

A análise bottom-up já é bastante utilizada pelos investidores no mercado de ações, principalmente por aqueles que fazem buy and hold – ou seja, que compram as ações e as mantêm na carteira pelo maior tempo possível, para atingir o melhor rendimento. Isso porque ela fornece ao investidor um entendimento profundo sobre determinada empresa e seu comportamento no mercado. 

Compreender o cenário econômico pode ser um trunfo importante para quem deseja se aventurar pela bolsa de valores, mas é importante levar em conta que cada empresa tem as suas particularidades.

Quais as vantagens e desvantagens da análise bottom-up? 

Por partir de dados específicos e oficiais de uma determinada empresa, a análise bottom-up é em geral assertiva. 

Por conta disso, ela é rápida e fácil, gerando resultados em um intervalo de tempo relativamente curto. 

Em contrapartida, ela é menos complexa quando comparada à análise top-down, abordagem na qual é necessário um conhecimento amplo e mais sofisticado da conjuntura nacional e internacional do mercado.

Conclusão

A análise bottom-up é um método que ajuda os investidores a conhecer melhor o mercado de ações e, principalmente, saber em qual empresa é melhor investir.

É um  tipo de análise que permite conhecer as particularidades da empresa, a maneira como ela funciona e quais são as vantagens e desvantagens de investir nela. 

Quando você adquire um pacote de ações, você passa a ser sócio daquela empresa. Por isso, você precisa ficar atento para acompanhar o negócio de perto e compreender quais são os fatores que impactam aquela companhia, até mesmo para saber qual é o melhor momento de vender as suas ações.  

Agora que você já entendeu o que é a análise bottom-up e como ela funciona, que tal aprender um pouco mais sobre análises fundamentalistas? Neste artigo você irá aprender como analisar ações através do modelo de qualificação econômico-financeiro.

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